Empresário que ouve os funcionários pode produzir mais e mais barato

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Por Roberto Garini
Já ouviu falar do estilo Toyota de fabricar ? 
A resposta começa muito antes de se pensar na fabricação de automóveis.
Vem de uma fazenda de batatas, onde funcionou a primeira fabrica da Toyota.

Normalmente uma fazenda, ao anoitecer, depois do trabalho e no final do século XIX, sem energia elétrica, nada mais restava a não ser falar sobre o dia a dia de cada um.


Dizem os historiadores que ai começaram as reuniões dos pequenos grupos de atividades, que na verdade é a pirâmide empresarial de poder de cabeça para baixo.
Em uma empresa normal o presidente pensa e os colaboradores executam a nova maneira de fabricar o produto.

Na Toyota todos os colaboradores pensam e o presidente manda executar a nova maneira de fazer o produto.
A diferença é fundamental: muitos pensam melhor que um só.
Primeiro porque são mais mentes pensando.
Segundo porque quem sabe mais sobre o produto é quem o faz.


Penso poder elucidar esta questão com um fato que presenciei quando estudei em Nagoya.
Em 1986, durante meu curso, passei uma semana dentro da Toyota em Karia City perto de Nagoya e vi o programa de pequenos grupos de atividades, onde cada colaborador dava cerca de 40 a 50 sugestões de melhoria ano.
Na época terminaram o ano com cerca 1.600.000 sugestões, com 94% de aceitação.
Na última vez que estive no Japão um dos meus ex-professores, que é consultor da Toyota, me revelou que naquele ano eles tinham obtido cerca de 6 milhões de sugestões com 99% de aceitação.
É fato que tudo isso não começou tão bem assim, porque o primeiro ano em que o projeto foi implantado, nos anos 70, os números eram 380.000 sugestões e 73% de aceitação.
O segredo está na consciência de que, funcionário treinado e comprometido vai buscar a solução para seus problemas no trabalho e seus problemas na verdade são os problemas da empresa.
O treinamento na Toyota chega até a universidade.
O comprometimento está no dia a dia, na importância dada a um colaborador que tem sua ideia aprovada e colocada em prática. 
Tudo é pensado para a redução do custo e na melhoria da qualidade do processo, porque segundo seus gerentes, produto com qualidade se faz com peças de qualidade, que provêm de processos com qualidade.
Produtos devem e podem ser cada dia mais baratos mesmo que tenham qualidade total.
Fabricar um produto de qualidade é difícil.
Com baixo custo é mais difícil ainda e com a certeza amanhã ele será melhor do que hoje.  Acho que isso, só na Toyota. 

Pense que sua empresa pode ter o mesmo jeito simples de produzir, o jeito Toyota, que quer oferecer ao seu cliente um produto cada vez melhor, por um preço cada vez menor.
Aí você pode se tornar a primeira empresa do mundo, como aconteceu com ela em 2009.
roberto.garini@sonoticiaboa.com.br

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