SP vai testar “pílula do câncer” da USP em humanos

A “pílula do câncer” criada na USP de São Carlos, que provocou polêmica e desdém de setores da imprensa – acaba de ganhar mais um apoio importante: do governo do Estado de São Paulo.
Depois de o Ministério da Saúde anunciar no início do mês que vai estudar a droga, agora secretaria de Saúde de São Paulo informa que hospitais da rede estadual vão fazer os testes em humanos para comprovar a eficácia da fosfoetanolamina sintética, substância que teria suposta capacidade de curar o câncer.
O trabalho deverá ser feito em cinco hospitais estaduais paulistas, com a participação de até 1 mil pacientes na pesquisa, informou o secretário estadual da Saúde, David Uip, nesta quinta, 26.
Os detalhes sobre o trabalho, que será encabeçado pelo Instituto do Câncer do Estado de São Paulo (Icesp), foram apresentados após o governador Geraldo Alckmin (PSDB) anunciar que ofereceria a rede hospitalar e os laboratórios do Estado para a realização de testes clínicos.
“A decisão é que vamos fazer um trabalho multicêntrico envolvendo centros e hospitais de oncologia que tenham expertise em pesquisa clínica. Pesquisadores estão desenhando esse trabalho que será apresentado nas comissões de ética dos hospitais selecionados. Quando aprovado, começará a pesquisa”, explica Uip.
Além do Icesp, está prevista a participação do Hospital do Câncer de Jaú.
Autorização
O secretário informou que, paralelamente à elaboração dos padrões da pesquisa, será solicitada a autorização do responsável pela substância, o professor aposentado Gilberto Chierice, do Instituto de Química da Universidade de São Paulo (USP) em São Carlos, e da própria universidade, pois a droga é patenteada.
O número de pessoas que devem participar dos testes também já foi estabelecido, de acordo com Uip, mas os critérios de escolha ainda não foram definidos.
“Os critérios de inclusão e exclusão serão feitos dentro do desenho que ainda não está pronto. A ideia inicial é de que vários braços (da doença) serão pesquisados, como câncer de pulmão, de bexiga, leucemia. Provavelmente, serão sete braços”, afirmou o secretário.
Anvisa
Uip não detalhou o pedido que o governador fará à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) por uma autorização especial para que alguns pacientes façam uso da substância antes da realização dos testes.
“Ainda temos de estudar como fazer. Vou conversar com o governador. É um detalhe técnico. Temos de saber como será, porque o uso é individualizado, analisado paciente por paciente”, disse.
A fórmula ainda não foi testada em humanos e não tem autorização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária para ser distribuída como um medicamento comum.
Uip disse que o objetivo do Estado é oferecer suporte para a realização da pesquisa.
“Sou professor de Medicina e pesquisador. Então, defendo a pesquisa clínica. Vamos fazer uma pesquisa nos moldes daquilo que há de mais refinado na área”, concluiu.
Com informações do UOL

Anvisa aprova medicamento para tratar esquistossomose em crianças a partir de 3 meses
EUA aprovam novo remédio para Parkinson que age de forma diferente no cérebro
Nova caneta contra obesidade faz pacientes perderem até 30% do peso em estudo de fase 3
Cientistas descobrem como regenerar o coração após infarto; ativar o ‘autorreparo’
Brasil terá 2º laboratório de terapia CAR-T contra câncer pelo SUS: o primeiro do Nordeste
Homem com ELA volta a falar após chip transformar pensamentos em voz; vídeo
Elefante-marinho para para descansar em praia do Rio e surpreende moradores; vídeo
Família feliz canta “Hey Ya!” fantasiada no carro e vídeo contagiante passa de 17 milhões de views
Eleições 2026: confira se mudou seu local da votação, o que levar e faça a colinha
100 alunos de escolas públicas ajudam a construir satélites brasileiros lançados ao espaço pela SpaceX
Branca de Neve da vida real alimenta passarinhos livres na casa dela; vídeo