Ex-pedreiro muda de ramo e fica rico: fatura 300 milhões

Um ex-pedreiro deu uma guinada na vida e hoje, aos 44 anos, fatura milhões de reais por ano…
O paulista João Riquena Neto, nascido na cidade de Araçatuba, fez de tudo um pouco.
Foi pedreiro, boia-fria, se formou como torneiro mecânico, mas ficou milionário quase que por acidente: por causa de uma bronquite.
A doença o levou a trabalhar com um amigo, em uma pequena empresa de ar-condicionado. Lá João aprendeu a consertar os aparelhos e meses depois resolveu trabalhar por conta própria.
“Não tinha carro, então levava tudo na carroça que comprei do Seu Manuel, um pastor evangélico que tinha um ferro-velho. Só consegui alugar um salãozinho próprio anos depois. Fui morar e trabalhar lá. Aí passei a ser um prestador de serviços formal, com meu próprio CNPJ”, relembra, orgulhoso, em entrevista ao IG.
Vendas
Cansado de apenas fazer consertos, já que a mão de obra era desvalorizada e as possibilidades muito restritas, o empresário decidiu comprar aparelhos novos de ar condicionado para vender.
Fazia as encomendas de atacadistas e distribuidores e, com o dinheiro aumentando, começou a criar seu próprio estoque. “A indústria abriu as portas para mim, porque eu era muito rápido. O meu modo de trabalhar agradava. Fui ganhando espaço com essa agilidade e crescendo”, recorda.
No início dos anos 2000, João já tinha cinco lojas de ar condicionado, todas no interior de São Paulo.
Paralelamente, ele chegou a abrir 2 lojas de eletrodomésticos, mas teve prejuízo e fechou.
E-commerce
Em 2008 surgiu a ideia de criar o site da Central Ar.
“Ninguém acreditava que dava para vender ar-condicionado pela internet, já que é um produto com muitas especificações técnicas. Um pessoal mais jovem, colegas e amigos, que me convenceram de que poderia dar certo, aliando minha experiência com o produto e com o varejo”, relembra.
Deu certo: “Na hora em que coloquei o site no ar, ele já começou a responder. Vendi logo no primeiro dia e percebi que esse modelo poderia me levar para uma escala bem maior”.
Em dez meses de existência, a loja virtual já representava 50% do faturamento do empresário. Dois anos depois, o site já respondia por 90% das vendas.
No começo de 2011, as lojas físicas de ar-condicionado também foram fechadas.
Investimentos
Dedicado integralmente ao e-commerce, João investiu em melhorias, contratou uma consultoria que, por um tempo, o ajudou a melhorar a estrutura da empresa.
Em 2014, o faturamento foi de R$ 300 milhões. Para este ano, com a crise, a projeção é um pouco menor – R$ 250 milhões -, mas ainda assim o saldo é positivo.
“Já sabia que o lucro seria um pouco menor. Mas para o próximo ano, com os projetos que criamos, tenho indicadores claros de que teremos crescimento. Se trabalhar direito, mesmo com os problemas que o País enfrenta, dá para seguir adiante”, projeta o empresário.
Quando olha para trás, João se sente orgulhoso de sua trajetória e dá um conselho para quem tem o desejo de empreender: “Tenha um sonho claro, com muito trabalho e persistência, e se cerque de boas pessoas. Não existe receita pronta para o sucesso, mas todos os vencedores com certeza reúnem esses elementos”.

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