Cadeira barata de PVC ajuda fisioterapia de pacientes em UTI

Foto: Luís Antônio Nunes / DivulgaçãoFoto: Luís Antônio Nunes / Divulgação

Um fisioterapeuta brasileiro criou uma cadeira feita com tubos de PVC que está mudando o cotidiano na UTI do  Instituto de Infectologia Emílio Ribas, em São Paulo.

A cadeira desenvolvida por Luís Antônio Nunes serve de apoio a pacientes que não conseguem se manter sentados.

Com ela as pessoas internadas podem se sentar à beira da cama para fazer as sessões de fisioterapia. A cadeira de PVC ajuda a evitar complicações causadas por passar longos períodos na mesma posição.

Sem o equipamento, os pacientes têm de ser retirados do leito e sentados em uma poltrona, o que envolve mais riscos.

Ou então são necessários dois profissionais: um para sustentar o tronco do paciente e outro para ajudá-lo a fazer a rotina de fisioterapia.

A cadeira

Primeiro, Nunes tentou fazer o aparato de madeira e espuma, mas a estrutura ficou muito pesada e o protótipo não deu certo.

Ele teve a ideia de usar PVC ao assistir a vídeos na internet que ensinavam a fazer objetos com esse tipo de material.

“Foi por tentativa e erro. Medi o que seria o comprimento para acomodar braço do paciente adulto, o comprimento do tronco, como daria a estabilidade para trás e para os lados e fui aprimorando”, disse o criador ao G1.

O material para construir o aparato custa cerca de R$ 70.

Segundo Nunes, a ideia está se disseminando e ele tem recebido pedidos de colegas de outros estados por instruções de como montar a cadeira.

“Não tem patente, é de domínio público e meu prazer será ver a reprodução desse invento simples pelo Brasil.”

A cadeira feita nesses moldes já está sendo usada em instituições no Acre, Paraíba, Piaui e Mato Grosso.

Foto: Luís Antônio Nunes / Divulgação

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Aprovado

A fisioterapeuta Graziela Ultramari de Lima Domingues, chefe da sessão de reabilitação do Emilio Ribas, diz que a cadeira foi uma solução barata e criativa para lidar com uma limitação do serviço.

“Existem cadeiras desse tipo para comprar que são mais sofisticadas, mecanizadas, mas sabemos que no setor público não temos essa disponibilidade”, diz a profissional.

“Este é um dispositivo barato, fácil de montar e foi aprovado pela comissão de controle interno de infecção hospitalar, pois pode passar por um processo de desinfecção entre um paciente e outro.”

Para ela, Nunes foi além de sua função. “Essa visão que ele teve, de preocupação com o bem-estar dos pacientes, fez a diferença no nosso serviço para os pacientes da UTI.”

Com informações do G1

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