Flautista de 15 anos toca para aliviar dor de pacientes: vídeo

Ele só tem 15 anos e muito amor para distribuir por meio da música.
O som de Daniel Ribeiro se espalha como um analgésico para quem tem dor, entre os pacientes internados na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) da Beneficência Portuguesa, em Santos. (vídeo abaixo)
Morador de Itanhaém, no litoral sul de São Paulo, o adolescente vai toda tarde de sexta-feira ao hospital santista. Ele faz o que mais gosta… e para quem mais precisa de carinho.
“Não queria o dom da música só para ganhar dinheiro, queria trazer conforto. Porque a música é confortável para quem houve. É uma emoção muito grande ver a expressão dos pacientes, médicos, funcionários. Me traz bastante paz”.
História
Daniel iniciou sua missão voluntária quando a avó, Maria Pupo Ribeiro, de 88 anos, precisou ser internada na Beneficência.
Ela já está há aproximadamente dois meses na UTI. “Minha avó sempre foi minha apoiadora, gostava bastante quando eu me apresentava em Itanhaém. Como ela não pode mais ir, eu vim até ela para tocar”.
Ao ver o bem que a flauta fazia para a idosa, a equipe médica pediu para que o garoto ampliasse a participação para todos os pacientes. “Foi uma porta que Deus abriu para mim”, diz o garoto.
Internada para tratamento de câncer, a aposentada Aparecida Falbo da Silva, de 68 anos, não segura as lágrimas com apresentação de Daniel.
“Estou muito emocionada, filho. Não tem dinheiro que pague, palavras que expressem o que significa isso para quem está num leito, com dor, com desespero. Uma criança fazer isso, não tem amor igual”.
flautista2
Talento precoce
Daniel começou a tocar flauta aos 4 anos, por influência de um tio e apoio da família. Aos 7 já dominava a flauta transversal, um dos mais difíceis instrumentos de sopro.
Aos 11 entrou na Escola Municipal de Música de São Paulo, onde estuda até hoje.
A mãe dele, Luciana de Fátima Ribeiro Souza, tem orgulho da atitude do filho.
“Eu agradeço a Deus por essa oportunidade, de ele tocar para pacientes até terminais, usar esse dom em prol das pessoas que estão em um ambiente triste. Eu sei porque estou passando por isso, minha mãe está aqui. E a música enche nossa alma”.
Terapia
O médico cardiologista Philipe Saccab, coordenador da UTI cardiológica, é um incentivador do trabalho do adolescente.
“Sabemos de inúmeras terapias usadas há milhares de anos, que são pouco aproveitadas em ambiente de terapia intensiva. A música é uma delas. Quando vi o Daniel tocando para avó, aquilo me tocou também. Percebi que poderíamos fazer mais pelos pacientes”.
“É muito lindo, maravilhoso trazer para uma pessoa que está tanto tempo no hospital, excluída do mundo lá fora, um pouco de alegria pela música”, diz Fabiana Falbo da Silva, que acompanha o tratamento da mãe na UTI.
Veja aqui uma das visitas de Daniel:
Com informações da Tribuna

Após apelo de confeiteira que não conseguia vender bolos, clientes fazem fila para comprar em BH; vídeo
Boto-fêmea encalhado durante seca do Rio Solimões é resgatado pela Defesa Civil; vídeo
Empresário finge demissão de casal e surpreende com passagens para visitarem a família no Pará; vídeo
Elefante Sandro chega ao santuário, brinca na terra e na lama e surpreende equipe; vídeo
Mil sessões gratuitas de terapia durante o Setembro Amarelo, na Conexa; veja como conseguir
Golden entra sozinha no carro de casal que sonhava ter um cachorro e é adotada; vídeo
Aposentado que votar nas eleições não precisará fazer Prova de Vida do INSS; entenda
Flávia Saraiva conquista dois ouros na Copa do Mundo de ginástica; Rebeca leva prata
Primeiro navio brasileiro com tripulação 100% feminina faz viagem inaugural; vídeo
Pix ganha novas regras para conta salário, fraudes e boletos; veja o que muda
Aos 81 anos avó viaja o mundo sozinha, faz cruzeiro e dá conselho aos mais jovens; vídeo
Nova espécie de gato selvagem que parece tigrinho é descoberta por brasileiro; vídeo