Deixou o Direito para vender din-din gourmet na bike: “mais feliz”

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Por Rinaldo de Oliveira, da redação do SóNotíciaBoa.

Você é feliz na sua profissão ? E com o seu salário? Um rapaz formado em direito descobriu a resposta para essas duas perguntas quando largou tudo e descobriu seu lado empreendedor.

Hoje Fernando Lima, de 33 anos, revelou ao SóNotíciaBoa que ganha “mais do que um servidor nível médio” vendendo din-din – também conhecido em algumas regiões como chupe-chupe, ou geladinho.

Natural da Bahia, ele veio para Brasília no ano passado com o sonho de passar em algum concurso público. Como a concorrência é grande e o tempo foi passando, Fernando decidiu ousar e investir em sua marca.

Ele estilizou uma food-bike com a marca GelaDindin, começou a preparar din-dins gourmet em casa – com receitas da avó dele – e hoje pedala pelos principais pontos de Brasília para refrescar a vida de moradores e turistas.

Com o sorriso aberto de um bom baiano e ao som de reggae – que sai de uma caixinha de som acoplada à bike – ele chega a faturar 4 mil reais por mês.

“Inicialmente eu vendia aos finais de semana só. Quando eu vi que estava começando a crescer o mercado eu resolvi vender todos dias. Então, se a pessoa for todos os dias pra rua vender, tira uma base de 4 mil reais por mês, que é um salário de servidor nível médio hoje em dia”, revela.

Com o negócio em alta, a marca da família já está sendo vendida também na Bahia e em Santa Catarina.

Aqui em Brasília, pra aumentar a receita, Fernando está aceitando encomendas para eventos e festas infantis, com ele entregando o GelaDindin.

Fotos: SNB

Fotos: SNB

Din-din Gourmet

Fernando não gosta muito de chamar seus Din-dins de gourmet porque, segundo ele, “dá a impressão de que os geladinhos são mais caros”.

Mas a verdade é que o chupe-chupe dele tem um conceito saudável, é artesanal, diferenciado, com misturas inusitadas de frutas e temperos, e com um açúcar especial.

“A gente usa o açúcar demerara, que vem da cana, que é mais saudável, menos processado que o açúcar cristal”.

As receitas são de família…

“Eu tinha umas receitas que minha avó já fazia em casa, como manga com hortelã, aí eu peguei essas receitas dela, coloquei em prática e acrescentei umas coisas a mais”, conta.

“Tem o din-din de caldo de cana, tem chá-mate com hortelã, chocolate com morango, chocolate com banana – com uma fatia de banana dentro”…”A gente usa hortelã, gengibre, manjericão em alguns, pedacinho de morango, coco-verde, são diversos sabores”, explica

Outros deliciosos – que eu experimentei – são o de salada de frutas com água de coco e o impressionante maracujá com gengibre.

Preços

“O preço é popular. Tem de R$ 3, tem de R$ 4 e tem de R$ 5 … São 150 ml do saquinho. Se for comprar com um picolé que só tem 40 ml, [o din-din] é 3 vezes mais que um picolé.

A menina Laura, de 8 anos, que estava com a mãe no Parque da Cidade, onde Fernando vende aos finais de semana, experimentou o de chocolate com morango e disparou: “Gostosão! É mais gostoso, mais cremoso!”, disse.

Feliz

Pra terminar a entrevista, eu pergunto se ele está feliz com a vida de empreendedor.

“Sorriso estampado no rosto! Faço o que eu gosto, não tem chefe pra ficar mandado fazer isso ou aquilo… faço meu horário, os clientes todos gostam… não tem porque não estar feliz, irmão”, conclui.

Foto: SNB

Foto: SNB

Serviço

GelaDindin – Fernando Lima

E-mail: geladindin@gmail.com

Facebook: FoodbikeGeladindin

Instagram: @geladindin

Fone: 71-99117-8213 (ainda com prefixo da BA, mas atende em BSB)

Assista:

Da redação do SóNotíciaBoa

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