Menina que tuitava sobre guerra deixa Alepo com 350 pessoas

Ela conseguiu deixar a área de conflito! A pequena Bana Alabed, de 7 anos, que tuitava denunciando os horrores nas zonas de guerra da Síria, deixou a cidade de Alepo esta noite, junto com outras 350 pessoas.
A informação foi confirmada quando a ONG islâmica turca IHH, que publicou uma foto da garota acompanhada de um de seus funcionários.
“Ela foi retirada de Aleppo nesta manhã com sua família”, dizia a postagem.
Bana aprendeu inglês e a usar o Twitter com sua mãe, Fatemah, que estudou Jornalismo e Ciências Políticas e decidiu publicar um diário da vida da família em setembro.
“Essa é a nossa casa. Minhas queridas bonecas morreram no bombardeio na nossa casa. Estou muito triste, mas feliz por estar viva”, afirmou a menina em uma postagem publicada no início de dezembro, retuitada mais de 7,4 mil vezes.
O resgate
O resgate em Alepo foi retomado no último domingo à noite, depois que pelo menos 5 ônibus – que estavam prontos para transportar pessoas feridas e doentes da região – foram incendiados por rebeldes.
As ambulâncias e ônibus que escaparam do fogo transportaram os moradores de uma das áreas controladas pelos rebeldes, para outra região.
Mas outras milhares de pessoas continuam esperando ajuda para serem resgatadas.
Os primeiros esforços para retirar civis das últimas regiões controladas por rebeldes falharam e foram interrompidos na sexta-feira.
O bombardeio no leste de Aleppo deixou a cidade praticamente sem instalações médicas.
Entre os moradores que esperam poder deixar Aleppo estão crianças doentes e feridas, afirma a Unicef, agência da ONU para a infância.
Algumas mais novas foram forçadas a sair da cidade sem seus pais. Centenas das mais vulneráveis continuam presas na região, de acordo com a entidade.
Entenda
A ONU calcula que cerca de 16 mil civis foram deslocados de suas casas desde o avanço do Exército sírio na cidade no início de dezembro.
Antes da revolta popular contra o presidente Bashar al-Assad, em 2011, Aleppo era o centro comercial e industrial da Síria.
Nos últimos anos a cidade foi dividida, com o governo controlando o oeste e os rebeldes, o leste.
Com informações da BBC

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