Países vão doar 75 bilhões de dólares para acabar com a pobreza

Pelo menos 60 países se comprometeram a doar 75 bilhões de dólares – mais de 240 bilhões de reais – para acabar com a pobreza no mundo, de agora até 2.020.
O dinheiro também será usado para levar serviços de saúde e alimentação para 400 milhões de pessoas, garantir o acesso à água tratada para 45 milhões de indivíduos, para vacinar de 130 milhões a 180 milhões de crianças, para formar até 10 milhões de professores.
O valor será administrador pela Associação Internacional de Desenvolvimento (IDA), o fundo do Banco Mundial para os países mais pobres.
“O enfoque da IDA em questões como as alterações climáticas, igualdade de gênero e prevenção de conflitos e violência irá também contribuir para uma maior estabilidade e progresso em todo o mundo”, explicou o diretor-geral interino do Banco Mundial e copresidente das negociações para o 18º ciclo do fundo, Kyle Peters.
O montante financiará iniciativas ao longo do 18º ciclo de atividades do fundo, que se estenderá de julho de 2017 a junho de 2020.
A agência da ONU também espera usar a soma prometida por doadores para fornecer serviços financeiros a cerca de 5 milhões de pessoas; fortalecer a governança em 30 países através de melhorias das capacidades de pesquisa estatística dessas nações; e gerar 5 GW a mais de energia a partir de fontes renováveis.
Atualmente, 75 nações de baixa renda, de diferentes partes do mundo, podem solicitar financiamento do fundo. Confira a lista completa aqui.
“O pacote financeiro inovador oferece uma excelente aplicação do dinheiro, em que cada dólar das contribuições dos parceiros gera cerca de três dólares para as autoridades que efetuam despesas”, disse o vice-presidente de Financiamento para o Desenvolvimento do Banco Mundial, Axel van Trotsenburg.
O financiamento adicional permitirá à IDA duplicar os recursos para responder a contextos de fragilidade, conflito e violência — que deverão chegar a mais de 14 bilhões de dólares. Cerca de 2 bilhões serão mobilizados para iniciativas de assistência a refugiados e comunidades de acolhimento que recebem vítimas de guerras e desastres naturais.
Outros 2,5 bilhões serão destinados a programas que estimulam o desenvolvimento do setor privado em ambientes pouco favoráveis. O Banco Mundial avalia que, nessas situações, empresas são fundamentais para criar emprego e transformar a economia.
Com informações da ONU

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