Rapaz que vendia banana frita é aprovado em medicina

Mais um brasileiro com história de vida difícil conseguiu entrar na faculdade… e em medicina – com muita garra, estudo e persistência.
Wanderson Thiago Noleto, de 24 anos, era vendedor de bananas fritas e sonhava em ser médico desde criança, quando morava numa comunidade no interior de Santarém, no oeste do Pará.
Ele foi alfabetizado pela mãe, a professora Marinalva Santos, que deu aula para o filho do pré-escolar até a quarta-série, quando moravam na região do Lago Grande.
Para ajudar nas despesas da casa, Wanderson vendia bananas fritas na orla de Juruti, para onde se mudou em 2014.
“Foi um tempo difícil, eu vendia banana, picolé, doces. Tudo que vocês podem imaginar e isso não só na orla eu andava a cidade toda, caminhando”, disse ao G1.
Depressão
Ele tentava o vestibular para medicina desde 2014. Não tinha dinheiro para pagar cursinho e entrou em depressão.
“Eu resolvi parar de estudar, dei um tempo. Fiquei deprimido e não quis saber de estudar, mas graças a Deus meus pais me apoiaram”, relembra o estudante.
Em 2015 ele rachou de estudar, abdicou de várias coisas e novamente não conseguiu.
“Frustração, depressão e muita expectativa é o que a gente sente. Foi isso que passou pela minha mente, eu tinha que ter me dedicado ao máximo e ainda assim não obtive sucesso. Mas eu não desisti”, conta.
O jeito foi voltar continuar vendendo banana frita no porto e tentar mais uma vez passar no vestibular.
O jovem contou com o incentivo de vários colegas para não largar os estudos. E passou a frequentar bibliotecas públicas.
A grande virada
Só agora veio a boa notícia. O jovem finalmente viu o seu nome da lista dos aprovados do vestibular de Medicina da Universidade do Estado do Pará – Uepa.
Segundo o estudante, ele foi aprovado em quarto lugar e com uma ótima pontuação na prova de redação.
“Foi uma sensação maravilhosa, um alívio, nem dá para explicar a sensação”, comemora.
A Mãe, dona Marinalva, revelou que orava dia e noite para que o filho passasse e realizasse o sonho de ser médico.
“Deus faz milagre e eu dizia para ele não desistir que a hora dele ia chegar. Ele tinha que passar. Eu ajoelhava e clamava pela vitória dele” conta emocionada.
Com informações do G1.

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