Surdez: cientistas dos EUA criam células de audição

Cientistas do Instituto de Tecnologia do Massachusetts (MIT) e da Universidade de Harvard, nos Estados Unidos descobriram como regenerar as células da audição, chamadas células ciliadas.
Quando o ser humano perde as células ciliadas, a audição diminui.
Quando alguém nos chama, por exemplo, o som entra pela orelha, vai pelo canal auditivo até o tímpano e esse som se transforma em vibrações.
O martelo, a bigorna e o estribo passam essas vibrações para o ouvido interno – também conhecido como cóclea – onde ficam os cílios, minúsculos pêlos que se movem quando há vibrações sonoras.
Cada ouvido humano tem cerca de 15.000 células ciliadas e, quando elas diminuem, há perda de audição, problema que atinge 360 milhões de pessoas no mundo, de acordo com a OMS, Organização Mundial da Saúde.
A descoberta
Usando uma combinação de substâncias químicas e dos chamados “fatores de crescimento”, os cientistas conseguiram criar mais de 11.500 células ciliadas, a partir de uma célula-tronco do ouvido de um ratinho recém-nascido.
A quantidade é muito maior do que as 200 células ciliadas criadas em 2013 por pesquisadores do Hospital dos Olhos e Ouvidos do Massachusetts, que fizeram ratinhos recuperarem parte da audição.
A informação foi dada na revista Cell Reports desta semana.
Como
Os cientistas usaram células-tronco de ratinhos recém-nascidos (entre um a três anos de idade) e de adultos (com 30 a 60 dias), também a de um primata adulto e de um humano.
No caso dos ratinhos, foram usadas tanto células como tecidos da cóclea.
As células-tronco do ouvido têm uma proteína chamada “Lgr5”, que também existe em células-tronco intestinais dos adultos.
A cada oito dias elas regeneram todo o revestimento dos intestinos, explica um comunicado do Hospital dos Olhos e Ouvidos do Massachusetts.
Os cientistas decidiram explorar esta capacidade de regeneração e tentar criar células com cílios.
Com substâncias químicas eles transformaram células de ratinhos que tinham a proteína Lgr5 em novas células ciliadas.
“Mostramos que conseguimos aumentar a produção de células que expressam a Lgr5, para as diferenciar em células ciliadas, o que abre a porta para a descoberta de medicamentos para a audição”, diz, no comunicado, Albert Edge, da Universidade de Harvard e também um dos autores do artigo.
Em humanos
No estudo também se usou tecido nervoso do ouvido interno de um homem de 40 anos, retirado durante uma cirurgia de um tumor no cérebro.
As células estaminais recolhidas neste tecido humano receberam o mesmo tratamento dado às células dos ratinhos.
Em 12 dias, multiplicaram-se as células-tronco e foram geradas novas células ciliadas “de forma semelhante aos ratinhos”, diz-nos outro autor do trabalho, Jeffrey M. Karp, da Universidade de Harvard, sem adiantar quantas células ciliadas humanas foram criadas.
“Demonstramos que o cocktail de moléculas funciona no tecido humano. Mais importante do que isso, demonstramos que as nossas moléculas têm capacidade para expandir as células-tronco da cóclea do ser humano e gerar novas células ciliadas”, explica Jeffrey Karp.
“Ao longo das nossas experiências, observamos que podemos duplicar o número de células ciliadas e ter uma cóclea saudável”, responde Jeffrey Karp.
“Quando as células ciliadas do tecido intacto da cóclea morreram devido a antibióticos, vimos que os nossos compostos as regeneravam para os níveis do tecido saudável.”
Testes em humanos
Os cientistas pretendem no futuro reparar os danos na audição.
Os ensaios clínicos em humanos estãp previstos para daqui a 18 meses, segundo um comunicado do MIT.
A equipe espera que um tratamento destes seja fácil de aplicar, com medicamentos injetados no ouvido médio, como é frequentemente usado para tratar infecções nos ouvidos.
Com informações do Público

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