Sauna reduz pressão arterial em 50 por cento, diz estudo

Fazer sessões de sauna pode reduzir pela metade a pressão arterial.
Um novo estudo publicado no periódico científico American Journal of Hypertension revela que o banho de vapor ajuda a reduzir em até 46% a probabilidade de hipertensão.
De acordo com os pesquisadores da Universidade da Finlândia Oriental, homens que mantém o hábito semanalmente têm uma pressão arterial mais baixa, o que previne doenças associadas à pressão alta.
O estudo
Eles analisaram dados de 1.621 homens entre 42 e 60 anos que participaram de um estudo nacional sobre fatores de risco cardíaco.
Durante 25 anos, os cientistas monitoraram o desenvolvimento da pressão arterial dos participantes e a frequência com que eles costumavam fazer sessões de sauna: uma vez por semana, duas a três e quatro a sete vezes por semana.
Ao longo desse período, 251 dos participantes desenvolveram pressão alta.
Porém, comparado aos homens que faziam sessões uma vez por semana, aqueles que faziam duas a três sessões tiveram um risco 24% menor de desenvolver pressão alta.
Já aqueles que as faziam de quatro a sete vezes por semana tiveram o risco reduzido em 46%.
Para os cientistas, esses resultados devem-se ao fato de que a temperatura corporal aumenta durante o banho de vapor, dilatando os vasos e o fluxo sanguíneos.
Eles explicam ainda que o uso da sauna melhora a função do endotélio, tecido que reveste o interior dos vasos sanguíneos, o que pode melhorar a pressão arterial como um todo.
Nada de excessos
No entanto, é preciso ter cuidado com a alta exposição ao calor, principalmente se você já apresenta algum problema cardíaco.
“Dentro de uma sauna, as temperaturas são muito elevadas, o que, por sua vez, faz com que os vasos sanguíneos relaxem e a pressão sanguínea reduza a curto prazo”, disse ao Daily Mail Christopher Allen, da British Heart Foundation, do Reino Unido.
“Em excesso faz com que a frequência cardíaca aumente para compensar a falta da pressão arterial. Isso significa que, no geral, a carga de trabalho do coração é aumentada, o que pode ser perigoso para pessoas com doenças cardíacas subjacentes.”
Com informações da Veja

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