Exército do bem ajuda vítimas na Somália, após explosão

Por trás de tragédias, como a da Somália, há sempre heróis do bem pra socorrer, dar apoio para tentar minimizar o terror.
Assim são os grupos de ajuda que se dividem, após a explosão de sábado em Mogadíscio, que deixou até agora mais de 300 mortos.
Entre este exércio do bem está o Comitê Internacional da Cruz Vermelha -CICV-, o Crescente Vermelho Somali e os voluntários da AAMIN AMBULANCE.
“A nossa energia está concentrada em apoiar as operações de ajuda no terreno. Os socorristas, profissionais de saúde e voluntários continuam intensificando os seus esforços, apoiando as operações para os sobreviventes e fornecendo sacos mortuários para assegurar que os mortos sejam enterrados com dignidade”.
Palavras do chefe-adjunto da delegação do CICV Daniel Gerard O’Malley, atualmente em Mogadíscio.
Foram disponibilizados kits médicos para os hospitais que precisam de material e foi enviada uma equipe cirúrgica móvel a Mogadíscio para apoiar o hospital, que já está no limite da sua capacidade para lidar com o fluxo de pacientes.
38 voluntários se revezaram pra ajudar a remover feridos nas primeiras horas após a explosão.
“O nosso trabalho não poderia ser possível sem a ajuda dos 38 voluntários ativos do Crescente Vermelho Somali, que demostraram uma coragem incrível na realização dos seus deveres com recursos limitados”, declarou o presidente do Crescente Vermelho Somali, Yusef Hasan Mohamed.
Já os voluntários de AAMIN AMBULANCE continuam empenhados em oferecer primeiros socorros aos somalis, que têm pouca ou nenhuma ajuda do governo.
Eles também transportam sobreviventes para o hospital e os mortos para enterros dignos.
Campanha
E para melhorar o trabalho, estão lançando uma campanha no GoFundMe pra arrecadar fundos.
Eles precisam de melhorias nas comunicações, mais suprimentos médicos, melhores veículos pra continuar essa ajuda fundamental para os somalis.
AAMIN Ambulance
O grupo que tem sede em Londres e Estocolmo é liderado pela romancista britânica Nadifa Mohamed e o ativista sueco-somali Abdi Addow, que coordena um grupo formado por jovens somalis que estudam e trabalham na Suécia.
Agora, eles devolvem a ajuda como voluntários ao povo de Mogadíscio, após o atentado de 14 de outubro, quando dois caminhões cheios de explosivos mataram centenas de pessoas inocentes.
Mesmo com poucos recursos, o grupo ajudou e vem ajudando a aliviar o sofrimento de muitas famílias.
Com informações da Cruz Vermelha Internacional

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