Dá pra rejuvenescer até 3 anos com exercícios faciais: assista!

A evolução na face de uma das participantes do estudo Foto: Northwestern University Feinberg School of Medicine/Divulgação

Uma pesquisa publicada no jornal científico Jam Dermatology mostra que exercícios faciais podem reduzir sinais de envelhecimento.

O estudo provou que mulheres de meia-idade que seguiram uma rotina destes exercícios durante cinco meses conseguiram rejuvenescer até 3 anos. (vídeo abaixo)

Um grupo de dermatologistas da Universidade Northwstern em Chicago, nos Estados Unidos realizou o experimento com 27 mulheres com idade entre 40 e 65 anos.

Todas as participantes foram fotografadas no início do estudo e depois participaram de duas aulas de 90 minutos com yy Sikorski, criador do programa Happy Face Yoga para aprender a realizar os 32 exercícios propostos. (assista abaixo)

Os exercícios

Grande parte da flacidez facial ocorre porque a camada de gordura que constitui a base da pele do rosto afina com a idade.

Na juventude, até os 20-25 anos, os componentes desse revestimento se encaixam como peças Lego, proporcionando grande parte da estrutura dos contornos dos nossos rostos.

Mas, à medida que esses componentes mudam com a idade, suas conexões se afrouxam e a gravidade as puxa para baixo, deixando a faces murcha e a fisionomia caída.

A premissa básica dos exercícios faciais, de acordo com Sikorski, é que eles fornecem uma espécie de treinamento de resistência para os músculos faciais.

Alguns desses exercícios são elaborados e envolvem o uso dos dedos para criar um pouco de resistência  enquanto alguém sorri, franze o rosto, ou manipula os músculos da bochecha, testa e pescoço de alguma maneira.

Veja alguns dos exercícios propostos no programa:

A pesquisa

Na primeira etapa, as participantes deveriam praticar uma sessão diária de exercícios, durante meia hora, ao longo de oito semanas.

Elas então foram fotografadas novamente e deveriam continuar com as sessões dia sim dia não, por mais 12 semanas, quando finalizaram o programa e foram fotografadas novamente.

Para avaliar os resultados, os pesquisadores pediram que dermatologistas – que não estavam envolvidos no estudo nem conheciam as mulheres – olhassem as fotos e classificassem a aparência de diversas características faciais a partir de uma escala numérica padrão, além de estimar a idade das protagonistas das fotos.

Eles também pediram que as participantes dissessem como se sentiam no fim do estudo em relação à aparência das mesmas características faciais, segundo informações do jornal americano The New York Times.

Resultados

Os médicos notaram melhorias significativas no volume da bochecha das mulheres, mas poucas mudanças notáveis em outras regiões da face e do pescoço.

Por outro lado, na hora de estimar a idade com base nas fotos tiradas após o programa, o número sugerido foi bem menor que a idade real.

Quando olharam as imagens das mulheres antes do programa, a estimativa média de idade das participantes foi de 51 anos. Nas fotos após, esse número caiu para 48 anos.

“A melhoria foi maior do que eu esperava” disse Alam.

No entanto, é preciso ressaltar que esse foi um estudo pequeno, curto e sem um grupo de controle.

Outro problema é o fato de um terço das participantes terem desistido.

Após 20 semanas, 11 participantes haviam abandonado o estudo e apenas 16 completaram o programa, o que sugere que é difícil de ser seguido.

“Seria interessante fazer outros estudos para determinar quais exercícios são mais benéficos”, disse Alam, e então sugerir que as pessoas se concentrem neles.

Com informações da Veja/New York Times

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