Reino Unido entra na proteção aos elefantes: fim da venda de marfim

Elefantes na Tanzânia - Foto: Ben Curtis/APElefantes na Tanzânia - Foto: Ben Curtis/AP

Depois da China e dos Estados Unidos, agora o Reino Unido também entra na batalha para proteger os elefantes.

Michael Gove, secretário do Departamento de Meio Ambiente, disse que o governo vai introduzir uma proibição sobre as vendas de marfim para ajudar a proteger o futuro para novas gerações de animais.

Foi a reposta dada este mês a uma consulta feita a 70.000 pessoas. Mais de 88% das respostas delas foi a favor da proibição.

Michael Gove disse no site do governo que medidas robustas serão postas em vigor através da legislação primária.

A proibição cobrirá itens de marfim de todas as idades – não apenas aqueles produzidos após uma determinada data.

A penalidade máxima por violar a proibição será uma multa ilimitada ou até cinco anos de prisão.

“O marfim nuca deve ser visto como uma mercadoria para ganho financeiro ou símbolo de status, então introduziremos uma das proibições mais duras do mundo em vendas de marfim para proteger os elefantes para as gerações futuras”, avisou.

O número de elefantes diminuiu em quase um terço na última década e cerca de 20.000 por ano ainda estão sendo abatidos devido à demanda global por marfim.

A população de elefantes na África despencou de milhões por volta de 1900 para pelo menos 415 mil hoje.

Inteligentes e emotivos, com um comportamento social muito desenvolvido, os elefantes são caçados há séculos por causa  de suas presas de marfim.

A proibição ao comércio do produto através de fronteiras internacionais entrou em vigor em 1990, mas muitos países continuaram permitindo a compra e venda interna de marfim.

O aumento da demanda por consumidores chineses instigou uma nova onda de mortes. Somente na Tanzânia, a população desses paquidermes diminuiu 60% entre 2009 e 2014, segundo o governo, chegando a 43 mil.

Com informações do Gov.UK e UOL

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