Google Glass ajuda autistas a ler expressões faciais e se socializar

Foto: Universidade de StanfordFoto: Universidade de Stanford

Autistas conseguiram perceber emoção no rosto das pessoas com ajuda do Google Glass, os óculos conectados à internet criados pelo Google.

Pesquisadores da Universidade de Stanford, nos EUA, usaram a tecnologia para ajudar crianças autistas a se socializar melhor.

As crianças com o transtorno do desenvolvimento muitas vezes não conseguem reconhecer as emoções faciais básicas, o que dificulta as interações sociais.

O novo projeto é conhecido como Superpower Glass.

A mudança

Antes do estudo, Alex, de nove anos, não conseguia olhar as pessoas nos olhos. Algumas semanas depois ele começou a perceber sentimentos e expressões.

A mãe dele, Donji Cullenbine, explicou que antes ela sorria e dizia coisas como: “Você olhou pra mim 3 vezes hoje, mas isso não causava nenhum efeito.”

“Desta vez, ele me disse: ‘mamãe, eu posso ler mentes’. Meu coração explodiu. Eu gostaria que outros pais tivessem a mesma experiência”, comemorou Donji.

Como

Os pesquisadores usaram um pequeno monitor afixado na cabeça e posicionado acima do olho direito do usuário para exibir notificações.

Eles juntaram o Google Glass com um software para smartphone projetado para ler expressões faciais capturadas pela câmera na frente dos óculos e fornecer pistas sociais para o usuário no monitor.

Os pesquisadores programaram o aplicativo para smartphones do Google Glass para usar jogos e fornecer dicas em tempo real sobre as expressões faciais.

Ele registra o campo de visão do usuário com uma pequena tela e um alto-falante para fornecer informações visuais e sonoras ao usuário.

À medida que a criança interage com os outros, o aplicativo identifica e nomeia as emoções por meio de um orador, ou da tela do Google Glass.

Depois de um a três meses de uso regular, os pais relataram que as crianças com autismo fizeram contato visual mais regularmente e se relacionaram melhor com os outros. O autismo caiu de severo para moderado.

A pesquisa

O projeto piloto foi realizado com 14 famílias com crianças entre três e 17 anos com diagnóstico de autismo confirmado clinicamente.

O teste com óculos foi realizado por 10 semanas.

O professor de pediatria e ciência de dados biomédicos, Dr. Dennis Wall, explica que a técnica vai ajudar a preencher uma lacuna importante no tratamento do autismo.

O Google parou a fabricação dos óculos para consumidores em todo o mundo em 2015, no entanto, a empresa está trabalhando em uma nova versão do hardware para clientes corporativos.

Alex e a mãe Donji Cullenbine Foto: Universidade de Stanford

Alex e a mãe Donji Cullenbine Foto: Universidade de Stanford

Com informações do Daily Mail

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