Pontos de ônibus feitos de contêiner: baratos e sustentáveis

Foto: Prefeitura de Cuiabá/DivulgaçãoFoto: Prefeitura de Cuiabá/Divulgação

Cuiabá, capital do Mato Grosso, encontrou nos contêiner uma solução barata e sustentável para os pontos de ônibus.

A prefeitura vai instalar paradas feitas com contêineres sem uso.

O protótipo que foi apresentado em junho, tem sistema de energia solar, pontos USB para carregar o celular, biblioteca, rampas e até jardim suspenso.

O modelo foi pago pela iniciativa privada, e a ideia é que estabelecimentos comerciais “adotem” e financiem os novos pontos de ônibus na cidade.

A região tem segunda maior movimentação de contêineres do país.

Os pontos de ônibus antigos já estavam caindo aos pedaços.

Projeto

O projeto prevê a construção de 82 pontos de ônibus, usando a estrutura de contêineres por meio de parceria com empresas privadas.

De acordo com a prefeitura da capital, está sendo feito um chamamento público para que as empresas interessadas possam se manifestar e custear o projeto.

O primeiro já está sendo construído na Avenida do CPA. Os outros serão instalados em diferentes regiões da cidade, onde o fluxo de passageiros varia em uma média de 5 a 10 mil pessoas por dia.

Em troca da construção, segundo a prefeitura, as empresas poderão usar o espaço para publicidade.

Os contêineres usados para o transporte de cargas serão reaproveitados. Eles devem passar por um processo de restauração, com a garantia de pelo menos mais 15 anos de vida útil.

A diferente alternativa encontrada para garantir maior comodidade ao cidadão é fruto de um trabalho integrado entre a Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana (Semob) e a Secretária Extraordinária dos 300 Anos.

Os pontos usarão placas solares para a iluminação e terão pontos de USB para recarga de celulares, além de uma biblioteca com livros.

As estruturas também terão jardins suspensos, que serão cobertos por plantas ornamentais.

Com essa dinâmica, empresas conquistam o direito legal de explorar o espaço com o uso de publicidade, à medida que também assumem a responsabilidade de zelar pelo lugar, com as devidas manutenções necessárias.

Com o prazo mínimo de cinco anos para exploração, é possível que esse período seja prolongado conforme a legalidade dos trâmites institucionais.

Com informações do G1

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