Empresário curado faz doação milionária para hospital público

Um grande empresário doou uma verdadeira fortuna para um hospital público de São Paulo depois que foi curado de um linfoma em um hospital particular.
Há dois anos, José Roberto Lamacchia, dono da Crefisa, estava no Hospital Sírio Libanês quando soube pelo médico que o atendia, de um problema sério no Hospital das Clínicas da USP.
O hematologista Vanderson Rocha, que coordena a área de transplantes de medula óssea no hospital particular, tinha acabado de assumir a diretoria do Serviço de Hematologia do Hospital das Clínicas da USP e estava tentando lutar contra os casos de infecções entre os internados do setor.
A doação milionária aconteceu depois que Leila Pereira, esposa de José Roberto Lamacchia, viu a situação do HC.
“Fui conhecer o HC, o trabalho do Vanderson e vi a situação que estava a hematologia. Era absurdo o Beto (José Roberto) poder ser tratado de modo tão impecável no Sírio e o HC daquele jeito. Falei para ele que a gente precisava ajudar. Quando passamos por algumas provações na vida, têm de ter um porquê”, disse Leila ao Estadão.
A doação
Começava ali uma parceria que, nos cálculos de Leila, chegou a R$ 35 milhões.
A reforma de duas alas do hospital, deve ser inaugurada agora em agosto.
A enfermaria de 12 leitos da Hematologia foi reformulada e ganhou um sistema de automação, com filtragem do ar e da água, além de mobiliário e banheiros mais fáceis de limpar, com material que não acumula poeira.
Médicos e enfermeiros vão fazer uma boa higienização antes de ter contato com os pacientes mais debilitados.
“Antes de entrar no quarto, eles passam por uma antecâmara com um sensor que mede o tempo em que o médico lava as mãos. A porta nem abre se lavar por menos de um minuto”, explica.
Transplantes
Ao saber da doação, o urologista William Nahas, também médico de Lamacchia no Sírio, levou para ele um projeto de reformulação do setor de transplantes de rim do HC.
“Fazia 40 anos que o setor não passava por uma modernização. O Zé Roberto e a Leila acabaram abraçando a ideia e a área foi totalmente reconstruída”, diz.
A enfermaria de transplantados, que tinha 20 leitos, passou a ter 24, em 12 quartos climatizados e com banheiros, além de uma estrutura mais humanizada.
“Tira um pouco a cara de quarto de hospital”, comenta o médico, sobre o fato de os equipamentos de gases ficarem escondidos na parede. Também foram doados móveis e camas.
Com informações do Estadão

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