Mulheres fazem bolsas com restos de cintos de segurança e faturam

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Uma solução criativa está reaproveitando resíduos de cintos de segurança da indústria automotiva para melhorar a renda de mulheres e proteger o meio ambiente.

As aparas que sobram da fábrica, em vez de irem para o lixo, são transformadas em bolsas, mochilas, capas para notebooks, necessaires, entre outros acessórios de moda. (vídeo abaixo)

Tudo isso gera renda para mulheres da comunidade carente que mora na região do Jardim Teresópolis, em Betim, Minas Gerais.

O material, refugo da indústria de automóveis, é doado pela FCA – Fiat Crysler Automobiles – e fornecedores.

Os resíduos são transformados em moda na Cooperárvore, uma cooperativa que em 12 anos já reutilizou quase 36 toneladas de material e produziu mais de 248 mil produtos.

Dinheiro no bolso

Ao todo, oito artesãs trabalham num galpão com vários equipamentos de corte, silk e costura.

Elas mesmas desenvolvem as peças de forma criativa – com o material que seria descartado – e depois expõe em feiras e eventos.

Silvane Costa Silva Carvalho começou há 7 anos na Cooperávore participando de uma oficina. Hoje, ela é a presidente da cooperativa.

“Foi muito bom pra mim c0mo mulher, por ser perto de casa. E ainda ajuda na renda da família”, disse Silvane ao SóNotíciaBoa.

O serviço também veio em boa hora para Iracema Pereira da Costa, que é uma das artesãs e faz o corte nas peças e acessórios.

A cooperativa chegou no momento em que o marido dela tinha acabado de ter um AVC, os filhos ainda eram adolescentes e Iracema precisava ajudar na renda familiar.

“Eu vou aposentar aqui”, garante Iracema.

O galpão onde as cooperadas trabalham Foto: Leo Lara

O galpão onde as cooperadas trabalham Foto: Leo Lara

Silvana e Iracema Foto: Leo Lara

Silvane e Iracema Foto: Leo Lara

Iracema quer se aposentar na Cooperativa Foto: Leo Lara

Iracema quer se aposentar na Cooperativa Foto: Leo Lara

Na Itália

A arte dessas mulheres já atravessou o Atlântico e esteve em uma exposição em Rimini, na Itália.

A Cooperárvore faz parte do Instituto Árvore da Vida, que tem 14 anos, começou como projeto social da Fiat e hoje é gerido pela própria comunidade.

O instituto já beneficiou mais de 22,2 mil moradores com projetos voltados para atividades socioeducativas, capacitação profissional e apoio ao empreendedorismo e ao desenvolvimento comunitário.

Bolsas da Cooperárvore - Foto: divulgação

Bolsas da Cooperárvore – Foto: divulgação

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As peças produzidas e as artesãs na Cooperárvore Foto: Leo Lara

As peças produzidas e as artesãs na Cooperárvore Foto: Leo Lara

Como comprar

Para conhecer e comprar os produtos entre no site da Cooperárvore.

As compras podem ser feitas on-line.

As mochilas, bolsas, pastas, carteiras, ecobags, organizadores, peças infantis custam entre 60 e 160 reais.

Veja como o projeto transforma a vida da comunidade:

Por Andréa Fassina, da redação do SóNotíciaBoa – enviada a Belo Horizonte a convite da Fiat.

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