Paraplégico volta a andar após tratamento nos EUA: Assista!

Um homem, que ficou paraplégico após um acidente em 2013, conseguiu ficar de pé e caminhar 100 metros agora, 5 anos depois, graças a um tratamento de estimulação elétrica na medula espinhal, feito nos EUA. (Assista abaixo)
É o primeiro caso de caminhada independente de uma pessoa com paralisia completa dos membros inferiores após lesão na medula, informou um artigo publicado nesta segunda, 24, na revista científica Nature Medicine.
Os pesquisadores afirmam que, mesmo com um diagnóstico de total perda do controle motor, ainda é possível encontrar conexões neurais intactas no local do ferimento e esses vínculos podem ser estimulados.
O tratamento
O eletrodo tem comunicação sem fio com uma central, o que permite controle fino sobre local, frequência e duração da estimulação elétrica.
Depois, o paciente passou por 43 semanas de reabilitação multimodal junto à estimulação elétrica, que permitiu que os neurônios recebessem a sinalização da intenção de movimento.
No total, foram 113 visitas durante um ano à Mayo Clinic.
“Isso nos mostra que essa rede de neurônios ainda pode funcionar depois da paralisia”, disse Kendall Lee, um dos pesquisadores responsáveis pela pesquisa.
Primeiros passos
Em uma esteira, o paciente conseguiu pisar e desenvolver uma caminhada somente com apoio dos próprios braços, sem assistência de treinadores ou aparelhos de sustentação de peso.
Ao se movimentar no chão, foi necessário o auxílio de um andador com rodas e a ajuda de um assistente para facilitar o controle das passadas e do peso corporal.
O paciente conseguiu dar 331 passos, andar 102 metros e caminhar por 16 minutos com alguma assistência.
A técnica também serve para aprimorar os músculos para possíveis recursos terapêuticos futuros.
“Agora começa o verdadeiro desafio, que é entender como a caminhada aconteceu, por que e quais pacientes conseguirão se beneficiar”, afirmou Kristin Zhao, cientista também responsável pelo projeto.
Segundo os pesquisadores, ainda são necessários mais estudos e com mais pacientes para determinar a validade e a eficácia do uso associado de terapia multimodal e estimulação elétrica.
Eles também ressalvam que é preciso cuidado para não generalizar e fazer as pessoas acharem que a possibilidade de tratamento é para todos. É preciso verificar caso a caso.
Vídeos
Perceba nos vídeos abaixo a evolução do paciente. Primeiro ele começa a andar com ajuda de técnicos apoiando as pernas dele. Depois ele passa a fazer o trabalho sozinho:
Com informações da AP e Folha

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