Luzia resistiu! Crânio foi resgatado do incêndio no Museu Nacional

O crânio de Luzia, a mulher mais antiga do Brasil e das Américas, resistiu ao incêndio ao Museu Nacional no Rio de janeiro, no último dia 2 de setembro.
Depois de atravessar 12 mil anos de história, o fóssil foi resgatado, mas em pedaços, pela equipe de especialistas da instituição.
O anúncio foi feito nesta sexta-feira pela arqueóloga Claudia Rodrigues-Carvalho, funcionária do museu e supervisora dos trabalhos de buscas no antigo palácio imperial, localizado no parque municipal Quinta da Boa Vista.
Os restos foram encontrados nos últimos dias e 80% deles já foram identificados.
“Nós retiramos 100% do material, mas sempre existe alguma transformação. Hoje conseguimos dizer 80% desse material foi possível identificar de imediato”, disse Rodrigues-Carvalho ao ElPaís.
O restante ainda está passando por um processo de limpeza e estabilização. Devido ao intenso calor, a cola que mantinha o crânio unido derreteu, deixando-o despedaçado e danificado.
“Sempre tem algum tipo de perda, mas acredito que chegaremos a recuperar quase 100%”, acrescenta.
Os pedaços foram apresentados nesta sexta durante uma coletiva de imprensa no Rio.
Como
Rodrigues-Carvalho conta que o crânio se encontrava em uma caixa de metal dentro de um armário “em uma posição que era já planejada para qualquer situação de sinistro”.
Foi o que acabou salvado Luzia, uma das peças mais importantes de um acervo de 20 milhões de itens.
“Mas o material ósseo tem um limite de resistência e Luzia é mais frágil que o normal, mas todas as medidas acabaram garantindo uma possibilidade de restauração. A proteção não foi 100% eficaz, mas de certa forma ajudou”, afirma a antropóloga.
Os restos de Luzia ficarão guardados em um local seguro até que um laboratório seja disponibilizado, uma condição imprescindível para que os pesquisadores do Museu Nacional possam finalmente começar a restaurá-los.
“Os fragmentos tiveram uma transformação, é impossível não ter. Mas estamos muito otimistas, porque a expectativa era de nem conseguiríamos recuperá-la”, explica Rodrigues-Carvalho. “Temos muito trabalho pela frente, mas que será recompensador”.

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