Doença celíaca: testes da 1ª vacina começam em 3 países

Começou a segunda fase de testes da primeira vacina que poderá permitir que pessoas com doença celíaca consumam glúten com segurança.
Os testes, feitos nos Estados Unidos, Austrália e Nova Zelândia e começam após mais de uma década de desenvolvimento da vacina.
Os resultados dos estudos da primeira fase mostraram que o tratamento, chamado Nexvax2, modifica o sistema imunológico e é seguro. Agora as próximas pesquisas vão avaliar a eficácia da vacina.
De acordo com o australiano Jason Tye-Din, do Royal Melbourne Hospital e chefe de pesquisas sobre celíacos no Instituto Walter e Eliza Hall, a vacina deve ser eficiente para a maioria dos pacientes com a forma genética da doença.
Pesquisadores esperam testar a imunização em 150 pacientes celíacos nos três países.
As pessoas deverão receber 32 injeções totais de Nexvax2 ou placebo, administradas em intervalos de duas vezes por semana. Posteriormente, elas irão comer refeições sem saber se há glúten no prato.
A empresa divulgou que o primeiro paciente a fazer o teste começou a receber as injeções no final de setembro deste ano. A partir de agora os laboratórios de análise vão buscar seus participantes.
Como
Segundo o portal IFLScience, o Nexvax2 reprograma as células T para que elas não ataquem certas sequências de aminoácidos, os peptídeos, dentro das proteínas que constituem o glúten, expondo o corpo a formas modificadas de três peptídeos.
O glúten é um composto de várias proteínas ricas em minerais que, com o amido, são encontradas em diversos grãos, principalmente no trigo, cevada e centeio – matérias-primas de alimentos como pães e massas, por exemplo.
O consumo em excesso destas comidas pode destruir o revestimento intestinal dos celíacos.
Em cerca de 80 a 90% dos casos de pessoas celíacas, a resposta inflamatória ao glúten surge porque elas são portadoras do gene HLA-DQ2.5 – ele cria uma proteína de reconhecimento que faz as células T sinalizar que os peptídeos do glúten inofensivos são perigosos.
“A dieta sem glúten é o único tratamento atual para a doença celíaca, mas é onerosa, complexa e nem sempre eficaz”, comentou Tye-Din. “Mesmo os pacientes mais diligentes podem sofrer os efeitos adversos da exposição acidental.”
A ImmusanT, empresa que desenvolve a vacina, declarou que o tratamento não irá funcionar para indivíduos com sensibilidade ao glúten não mediada por HLA-DQ2.5.
Com informações da Galileu
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