PMs compram ar-condicionado para menino doente no Rio

Foto: arquivo pessoalFoto: arquivo pessoal

Com o calor de 40 graus no Rio de Janeiro, dois PMs se uniram e compraram um ar-condicionado para um menino com paralisia cerebral que não consegue dormir à noite.

Carlos André Vieira, de 12 anos, é filho do segurança Marcos Viana e mora em São Gonçalo, região metropolitana do Rio.

Esta semana, quando souberam do caso, o Sargento França Junior e o Cabo W. Coutinho resolveram ajudar.

Eles faziam a patrulha de rotina no calçadão do Alcântara, no centro da cidade, e se aproximaram de uma loja de bijuteria.

Segurança do local, Viana perguntou a eles sobre como lidavam com o calor, usando a farda. Bem humorado, França Junior respondeu: “Cara, de verdade, eu passo mal até dentro da piscina num calor desse. Odeio isso”.

Viana, cabisbaixo, confessou: “É, eu também não gosto. Ainda mais porque eu tenho um filho com paralisia cerebral que não consegue dormir com esse calor. Ele fica se debatendo, não consegue descansar. Eu tenho que ficar abanando a noite inteira, para ver se alivio o calor”.

Ele contou que a família tinha um ar-condicionado, mas o aparelho quebrou e, desde então, não conseguiu dinheiro para consertá-lo ou comprar um novo.

Marcos e André - Foto: arquivo pessoal

Marcos e André – Foto: arquivo pessoal

A ajuda

“Quando eu ouvi ele falar aquilo, foi como uma facada no coração”, disse França Junior ao UOL.

França Junior conversou com Coutinho, que topou a ideia. No mesmo dia, a dupla de PMs foi a uma loja de eletrodomésticos e comprou o aparelho.
Viana recebeu o aparelho na quarta-feira, 9 e não escondeu a euforia com o presente, mas o mais contente mesmo era o garoto de 12 anos.
“Foi um ato maravilhoso e nós ficamos muito felizes. Hoje meu filho consegue dormir tranquilo, sem incômdos e está em uma paz danada”, disse o pai.
Gratidão

Assim que soube do presente, Viana enviou uma mensagem para França Junior.

“Ele me mandou uma foto com a reação do menino ao saber que ia ganhar um ar-condicionado. Foi muito emocionante”, lembrou o sargento, que se disse muito surpreso com a repercussão da história.

“Colocaram em uma página no Facebook daqui da região e isso bombou muito rápido. Penso que não fiz o bem só para o menino, mas também para as outras pessoas, que souberam do que eu e o Coutinho fizemos e ficaram muito felizes; ou além, que se inspiraram em nós”, disse.

“(Na infância) Éramos muito pobres, e raros eram os dias nos quais eu almoçava. Aos 20 anos, vim para o Sudeste, morei em São Paulo, mas me fixei no Rio. Hoje tenho 47 anos, sendo 23 deles dedicados à Polícia Militar. É muito gratificante poder ajudar o próximo. Isso me deixa muito orgulhoso”, explicou.

Com informações do UOL

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