Brumadinho: sobreviventes da pickup reencontram homem que salvaram

Sebastião, Leandro e Elias - Foto: Gladyston Rodrigues/em/d.a pressSebastião, Leandro e Elias - Foto: Gladyston Rodrigues/em/d.a press

Os sobreviventes da caminhonete se encontraram pela primeira vez com o homem que salvaram no meio da lama, depois do rompimento da barragem de Brumadinho, em Minas Gerais, no último dia 25.

Sebastião Gomes, de 54, e Elias de Jesus Nunes, de 43 estavam na pickup e correram para salvar Leandro Borges Cândido, de 37 anos, que estava soterrado, apenas com o rosto para fora.

Em entrevista ao Estado de Minas, Leandro – operador de carregadeira que é funcionário da Vale há dois anos – disse que Sebastião e Elias foram os anjos da guarda dele e que tudo foi muito rápido.

“É muito rápido. Não dá para ver. Esses caras foram meus anjos da guarda. Ajudaram demais”, agradeceu.

E foi pura solidariedade. Eles nem se conheciam.

“Nem sabia o nome dele. É tanta gente na empresa… Chegamos no trator, estava ele lá só com parte do rosto do lado de fora, parte do braço. Desesperadamente começamos a cavar. Havia feito treinamento de soterramento, que a empresa dava treinamento para a gente. A gente esquece algumas coisas. mas lembra outras. Pensei: ‘Vamos tirar o peito dele para ele respirar’. Conseguimos cavar a terra com a mão e ele deu uma respirada”, lembra Sebastião.

Gratidão

Já Sebastião, como mostrou ontem o SóNotíciaBoa, atribuiu a Deus o fato de estar vivo, enquanto outros colegas da Vale não tiveram a mesma sorte.

Ele também é grato a Elias, que gritou para que Sebastião pudesse entrar na caminhonete em que escaparam.

“Não tem como descrever aquele momento de horror. Só lembro de correr. Só lembro de Elias gritando: ‘Sebastião, entra na caminhonete’.

“De repente, começamos no desespero gritar pelo nome de Deus. Orar o Pai-nosso na maior altura. Pedimos a Deus: ‘Perdoa nossa vida. Entregamos nossa vida’”, disse ao Estado de Minas.

Quando saíram da caminhonete e viram o tamanho da destruição, os dois colegas pensaram que se não tinham morrido era porque tinham uma missão.

Foi naquele instante que eles viram Leandro preso na escavadeira e, mesmo sem saber se afundariam na lama, não hesitaram em tentar salvar o colega.

Em seguida chegaram os bombeiros.

Elias (esq), Sebastião  e Leandro (dir) - Foto: Gladyston Rodrigues/em/d.a press

Elias (esq), Sebastião e Leandro (dir) – Foto: Gladyston Rodrigues/em/d.a press

Com informações do EstadoDeMinas

Espalhe notícia boa nas suas redes sociais. Siga o SNB no Facebook, TwitterInstagram e Youtube

O conteúdo do SóNotíciaBoa é protegido. Você pode reproduzi-lo, desde que insira créditos COM O LINK para o conteúdo original e não faça uso comercial de nossa produção.