Brasil manda caminhão com comida e remédios para a Venezuela

Foto: Emily Costa/G1 RoraimaFoto: Emily Costa/G1 Roraima

Chegou à Venezuela neste sábado, 23, o primeiro caminhão com ajuda humanitária brasileira.

Foram quase 7 toneladas de alimentos, suficientes para suprir as necessidades de até 6 mil pessoas durante um mês.

O caminhão levou para Pacaraima, na fronteira brasileira com a Venezuela, alimentos como arroz (doado pelos EUA) e leite em pó (doado pelo Brasil) e remédios para dor, febre e inflamação, e gazes.

O primeiro caminhão chegou a Pacaraima, na fronteira brasileira com a Venezuela, escoltado pela Polícia Rodoviária Federal e, pelas regras estabelecidas pelo governo brasileiro, a ajuda deve ser transportada por caminhões venezuelanos conduzidos por motoristas venezuelanos.

Segundo caminhão

No total, o governo brasileiro vai transportar 200 toneladas de suprimentos.

Um outro caminhão partiu de Boa Vista neste sábado, mas teve um pneu furado durante o trajeto e deve chegar em seguida.

A fronteira com o país segue fechada após ordem de Nicolás Maduro.

Normalmente, a passagem é fechada à noite e reabre por volta das 8h do dia seguinte, mas isso não aconteceu neste sábado.

Assim como na sexta, o lado venezuelano segue fechado e militares do país reforçavam o policiamento nas primeiras horas da manhã.

Foto: Alan Chaves/G1 Roraima

Foto: Alan Chaves/G1 Roraima

Tensão

Maduro determinou o fechamento para tentar barrar a ajuda humanitária oferecida pelos EUA e por países vizinhos, incluindo o Brasil, após pedido do autoproclamado presidente interino Juan Guaidó.

O líder chavista vê a oferta dessa ajuda como uma interferência externa na política da Venezuela.

No anúncio, feito de Caracas, o líder chavista afirmou que a passagem entre os países ficaria “fechada total e absolutamente até novo aviso”.

O fechamento ocorre onde seria um dos pontos de coleta dos carregamentos de comida, remédio e itens de higiene básica enviados à população venezuelana.

Ajuda humanitária

O porta-voz do presidente Jair Bolsonaro (PSL), Otávio Rêgo Barros, disse que a ajuda humanitária está mantida.

Em entrevista coletiva em Pacaraima nesta manhã, o chanceler Ernesto Araújo fez um apelo para que as forças de segurança abram as fronteiras para o Brasil.

“Nosso compromisso é estar aqui para acompanhar a chegada de ajuda e fazer, mais uma vez, esse apelo que estamos fazendo pela abertura da fronteira e pelo ingresso da ajuda humanitária”, disse.

“No lado venezuelano não tem comida, não tem remédios, não tem nada. Então hoje viemos para acabar com isso. Não tenho medo dos guardas”, disse ao G1 o segurança Juancarlo Castro, de 49 anos,

Com informações do G1

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