Capitã brasileira ganha prêmio da ONU por defesa de igualdade de gênero

Capitã Márcia Andrade - Foto: UNIC Rio / Pedro AndradeCapitã Márcia Andrade - Foto: UNIC Rio / Pedro Andrade

A capitã brasileira Marcia Andrade Braga, ganhou esta semana o prêmio de Defensora Militar da Igualdade de Gênero da ONU.

Márcia, que é integrante da Missão de Paz das Nações Unidas na República Centro-Africana, recebeu o prêmio nesta sexta, 29, em Nova York.

A militar e professora está desde abril de 2018 em missão de paz na região e ajudou a construir uma rede de assessores treinados para questões de gênero nas unidades militares do Estado.

Confrontos

O País faz fronteira com Sudão, Chade, República Democrática do Congo, República do Congo, Sudão do Sul e Camarões.

Desde maio de 2017, República Centro-Africana vive clima de instabilidade diante de confrontos entre civis, milícias e militares.

Segundo a ONU, os ataques no País deixaram pelo menos um milhão de pessoas deslocadas no país e cerca de 573 mil refugiados na região.

Nos últimos dois anos, até tropas de paz da ONU foram alvo de ataques. Em maio do ano passado, dois militares brasileiros que integram a missão de paz da ONU na República Centro-Africana foram feridos na capital, Bangui.

Trabalho de Márcia

O treinamento coordenado por Marcia colaborou no desenvolvimento das comunidades locais no País, em situação vulnerável diante dos confrontos que atingem a região há cerca de dois anos.

Entre os projetos que apoiam comunidades vulneráveis e foram beneficiados, segundo a ONU, estão a instalação de bombas de água perto de vilarejos, sistemas de energia solar e o desenvolvimento de jardins comunitários para que mulheres não tivessem que viajar longas distâncias para colher alimentos.

De acordo com a ONU, as equipes de engajamento formadas por Márcia conseguiram reunir informações importantes para ajudar a missão a entender as necessidades de proteção de homens, mulheres, meninos e meninas.

Dos quase 12 mil militares da Minusca (sigla para a Missão de Paz na República Centro-Africa), da qual Márcia faz parte, somente 3% são mulheres.

Mais mulheres

À ONU, Márcia defendeu que as missões das Nações Unidas precisam de mais mulheres que sejam mantenedoras da paz “para que as mulheres locais possam falar mais livremente sobre as questões que afetam suas vidas”.

Criada em 2016, a homenagem reconhece a dedicação e o esforço de membros das forças de paz na promoção dos princípios da Resolução 1325 do Conselho de Segurança sobre mulheres, paz e segurança.

Segundo Jean-Pierre Lacroix, subsecretário-geral do Departamento de Operações de Paz, Marcia é “um excelente exemplo do porquê precisamos de mais mulheres em manutenção da paz”.

Para Lacroix, “a manutenção da paz funciona efetivamente quando as mulheres desempenham papéis significativos e quando as mulheres nas comunidades anfitriãs estão diretamente envolvidos.”

Com informações da Época

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