Amigos transformam tampinhas em alimentos para crianças em Santos

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Aquilo que iria para o lixo virou uma chance para alimentar crianças em Santos, no litoral de São Paulo.

Tampinhas e lacres feitos de plástico duro, como de garrafas, pote de maionese, pastas de dente, amaciante e shampoo, ajudam a complementar a alimentação de quase 200 crianças do Lar Veneranda, no Campo Grande, e ARS – Ação de Recuperação Social, no Chico de Paula.

O grupo ‘Tampa Amiga’, sem vínculos políticos ou religiosos, faz coleta e venda desses materiais para reciclagem e depois compra de alimentos para complementar as refeições de crianças.

O grupo surgiu em fevereiro de 2018 e ao longo de dez meses já conseguiu retirar do meio ambiente e transformar em renda mais de 4,8 toneladas de plástico.

O começo

A história começou quando Bruno Pompeu, que é médico, ouviu o pedido de uma amiga para recolher lacres de latinhas para comprar cadeiras de rodas em um projeto de São Paulo.

Por razões logísticas a coleta não foi adiante, mas Pompeu e a esposa, Dulce Del Santoro, perceberam que poderiam continuar a ação social por conta própria na Baixada Santista.

Foi dessa forma que teve início uma rede invisível de apoio, que une anônimos de diversas cidades e profissionais com dois objetivos em comum: auxiliar o planeta e promover o bem.

“Nós pensamos que alguém poderia comprar plástico e fomos atrás de lugares que trabalhassem com a reciclagem desse material que demora tanto tempo para desaparecer no planeta. Lembro que na primeira ação recolhemos só 20 quilos de tampinhas e conseguimos comprar 6 caixas de leite. Aquilo nos empolgou muito”, conta Pompeu.

Hoje

São 200 pessoas no Whatsapp e milhares de colaboradores indiretos: os que coletam, os que abrem as portas dos estabelecimentos para que os materiais sejam depositados; os que levam aos postos; os que fazem a triagem e aqueles que levam o material para a reciclagem na capital.

A sede funciona na garagem de Pompeu, que se destaca pelo colorido das tampinhas que preenchem todo o ambiente.

“Trabalhamos com os três R’s: reciclar, reutilizar e reduzir. O plástico duro que coletamos é importado e tem um valor muito caro no mercado, além do fato de justamente pelas características demorar séculos para se decompor no meio ambiente. É uma rede invisível e poderosa que queremos ver multiplicada por todas as cidades. Hoje, até mesmos nas entidades que auxiliamos, o processo virou uma ludoterapia: famílias inteiras fazem a coleta e reservam um espaço na semana para separação. Não acredito que temos que abolir o plástico e sim usá-lo de forma consciente”, enfatiza.

Para Dulce, o projeto é transformador.

“Nossa ideia não é inovadora, mas estamos fazendo a nossa parte, aos pouquinhos. Queremos que a ideia se espalhe e novos grupo existam com o mesmo ideal”, afirma.

Onde doar

O grupo pede que as tampas sejam entregues limpas em galões, preferencialmente, separadas por cor (isso aumenta em 20% o valor de venda).

Para doar, entre em contato com o ‘Tampa Amiga’, pelo instagram.

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Com informações do Diário do Litoral

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