Conheça a jovem responsável pela primeira imagem do buraco negro

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A imagem do buraco negro, a mais famosa da história divulgada na última quarta, 10, tem por trás uma uma cientista mulher e muito jovem.

O resultado do trabalho do projeto Event Horizon Telescope é mérito de Katie Bouman.

Aos 29 anos, Katie passou por instituições como o Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT) – uma das instituições mais renomadas do mundo – e atualmente faz pós-doutorado e leciona no Instituto de Tecnologia da Califórnia (Caltech).

Quando entrou na equipe, há 6 anos, ela nunca havia trabalhado com buracos negros.

A descoberta é tão importante que, por exemplo, comprova as previsões de Albert Einstein sobre o tema e a sua Teoria da Relatividade Geral.

A primeira vez em que Bouman viu a surpreendente imagem do buraco negro foi em junho do ano passado.

Desde então, ela mantém em segredo o projeto ultrassecreto que participou. “Todos nós assistimos as imagens aparecerem em nossos computadores”, disse Bouman. “O anel [do buraco negro] veio tão facilmente. Foi inacreditável”.

A foto de Bouman sorridente e sentada em frente ao computador, com a imagem do buraco negro ao fundo, foi muito compartilhada nas redes sociais.

Em uma publicação de seu Facebook, ela escreveu: “Observando, incrédula, a primeira imagem que eu já fiz de um buraco negro enquanto estava em processo de reconstrução”.

Além de Bouman, outras mulheres também trabalharam no Event Horizon Telescope, porém, a maioria de seus colegas eram homens. Inclusive, durante o anúncio oficial da imagem, na última quarta-feira, apenas homens estavam presentes no palco.

A falta de mulheres na ciência é algo ainda presente no Brasil e no mundo.

Segundo estudos, apenas 30% dos pesquisadores do mundo são mulheres.

O projeto que a cientista participou agrupou especialistas de diversas áreas, como físicos e matemáticos.

Sobre a falta de mulheres na ciência Bouman diz que pensa no assunto. “Como podemos envolver mais mulheres?”, questiona. “Uma chave é mostrar que, quando você entra em campos como ciência da computação e engenharia, não é apenas sentar em um laboratório, montar um circuito ou digitar em seu computador.”

Animada, Bouman planeja continuar trabalhando no projeto.

Segundo ela, no futuro, a equipe poderia produzir filmes de buracos negros, além de imagens estáticas.

Com informações da Galileu

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