Vítimas de bullying gravam vídeo de prevenção ao suicídio. Assista

Lehh, Silas, Lucas e karine - Fotos: reprodução / YoutubeLehh, Silas, Lucas e karine - Fotos: reprodução / Youtube

Pessoas que praticam bullying talvez não tenham noção do tamanho do trauma que essa agressão covarde causa na vida de uma pessoa. Por isso, jovens que resistiram e venceram gravaram um vídeo que fala de respeito, auto-aceitação e como prevenir o suicídio. (assista abaixo)

Silas, de 21 anos, tem paralisia cerebral e nunca esquece o que ouviu na escola: “Você acha que uma pessoa assim tem que estar aqui na Terra pra viver?”.

Lucas, de 19, lembra que era motivo de deboche: “Eu descobri que era homossexual muito antes de eu me descobrir. A sociedade fazia questão de me contar”. conta.

“É muito difícil você se amar quando as pessoas não tem amam”, diz Karine, uma adolescente de 17 anos que tem baixa autoestima.

Eles fazem parte do vídeo da cantora e compositora Lehh Santos, de 19 anos, natural de São Paulo, que sofreu de bullying e depressão por ser negra.

“Sofri muito bullying na escola por ser negra e ter o famoso cabelo “ruim” e nunca contei para os meus pais. Nunca gostei que as pessoas se preocupassem comigo,” disse a estudante em entrevista ao SóNotíciaBoa.

Agressões que fizeram a jovem ter uma depressão em 2016 e pensar em tirar a própria vida.”O auge do problema foi quando comecei a considerar o suicídio como a solução”, conta.

A virada

Lehh Santos lembra que nessa época ela acordou e viu que o problema não estava nela.

Foi aí que a jovem criou uma música para ajudar as pessoas se aceitarem e perceberem que o suicídio não é a solução.

Veja um trecho da letra:

“Olhe no espelho e aprenda a se amar. Para de pensar em se machucar.

A solução não é morrer. Acredite em si mesmo. Ainda há chance pra você. 

Não se cobre tanto. No tempo certo vai acontecer. Dê uma chance pra si mesmo. Você vai vencer.

Sorria. Você é importante. Ainda há chance pra você.

Olhe no espelho e aprenda a se amar. O fardo dessa dor você não tem que carregar”.

Vida nova

Livre das amarras do preconceito e consciente da sua beleza natural, Lehh voltou a sorrir.

“Hoje eu me aceito como sou, negra e com meu cabelo crespo”, conta.

Ela espera que a música que mudou a vida dela e dos amigos, possa chegar a outras pessoas que não estão conseguindo enxergar seu próprio valor.

Assista ao clipe, que começa com os depoimentos de Silas, Lucas e karine:

Por Rinaldo de Oliveira, da redação do SóNotíciaBoa

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