Caixa baixa juros da casa própria e começa a renegociar dívidas

Águas Claras - Foto: Rafaela Felicciano / MetrópolesÁguas Claras - Foto: Rafaela Felicciano / Metrópoles

Duas notícias boas que vêm da Caixa Econômica Federal. O banco reduziu as taxas de juros para novos contratos de financiamento da casa própria e lançou um programa de renegociação de financiamento imobiliário em atraso no valor de R$ 10,1 bilhões.

Os novos contratos seguem indexados à Taxa Referencial (TR), mas as taxas máximas passaram de 11% para 9,75% ao ano.

Já as mínimas foram reduzidas de 8,75% para 8,5% ao ano, aproximando-se das mínimas já praticadas por alguns dos concorrentes.

Os valores valem para imóveis de até R$ 1,5 milhão.

Outros bancos

As condições para tomar um financiamento variam entre os bancos.

No Bradesco, a mínima está em 8,85% ao ano. No Santander, em 8,99%.

O Banco do Brasil tem opções a partir de 8,49%. O Itaú Unibanco tem taxas a partir de 8,3%.

As novas taxas passam a valer a partir da próxima segunda-feira.

Renegociação de dívidas

A Caixa também anunciou novas possibilidades de renegociação de financiamento imobiliário em atraso, sem aumento do prazo do contrato.

De acordo com a Caixa, do total de 5,2 milhões de contratos em vigor, 589 mil (11%) têm algum tipo de atraso e somam R$ 10,1 bilhões. Esses contratos impactam 2,3 milhões de pessoas.

Essas renegociações incluem contratos do Minha Casa Minha Vida e empréstimos nos âmbitos do SFH e SFI.

São 4 situações de renegociação:

  • Empréstimos com atrasos recorrentes pagamento de 1 prestação e incorporando as demais. Contratos nessas condições somam R$ 1,8 bilhão.
  • Pagamento da prestação mais antiga atualizada, incorporar ao saldo devedor as demais parcelas pendentes. Contratos nessas condições somam R$ 4 bilhões.
  • Atrasos superiores a 180 dias poderão ter dispensa de multa e juros moratórios pagando 1 parcela de entrada. Contratos nessas condições somam R$ 900 milhões.
  • Pessoas na iminência de ter o imóvel retomado poderão pagar uma prestação de entrada, renegociar as dívidas em atraso incorporando no saldo devedor e manter seu contrato adimplente. Contratos nessas condições somam R$ 300 milhões.
  • De acordo com o presidente Pedro Guimarães, as renegociações podem gerar de R$ 500 milhões a R$ 1 bilhão para a Caixa ainda neste ano.

Com informações do G1

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