Mais que ‘inclusão’, gêmea de Down defende ‘igualdade’: vídeo

As gêmeas Rafaela e Graziela - Foto: Live SóNotíciaBoa / InstagramAs gêmeas Rafaela e Graziela - Foto: Live SóNotíciaBoa / Instagram

Graziela Altino Gomes, gêmea de Rafaela – que tem Down – defende a ‘igualdade’ em vez da chamada ‘inclusão’.

Ela fez a afirmação durante a Live do SóNotíciaBoa no Instagram, nesta terça, 2. Depois de contar por telefone a história de amor e superação das gêmeas que viraram mãe e filha, elas conversaram ao vivo com a gente e deram um show de alegria, amor e reflexão. (vídeo abaixo)

No vídeo Graziela, de 32 anos, explica: “Eu acho que só se inclui o que é diferente… Me diz o que ela tem diferente de mim? Nada! Ela é igual a mim! Eu acho que a gente tem que ir além desse termo ‘inclusão’. A gente tem que ter direito à igualdade. Todo mundo tem que ser respeitado da maneira como é, com a cor do cabelo que tem, com a cor da pele, com um cromossoma a mais, ou não”, afirmou.

“Ela tem mais do que eu. Se fosse pra julgar, ela é maior que eu. Ela tem um cromossoma a mais que eu. Isso torna ela muito maior do que eu, do que você. Não é pra ela ser rebaixada, ao contrário”, disse.

Alegre durante a entrevista, Rafaela manda beijos e faz aquele coraçãozinho com as mãos, pra expressar que está gostando da conversa…

Preconceito

Graziela explicou porque algumas pessoas ainda têm preconceito com pessoas com Down: por falta de conhecimento sobre a síndrome.

Ela lembrou que “à vezes as pessoas olham de um jeito estranho”, mas Grazi já aprendeu a reagir positivamente:  “Hoje em dia eu quebro a ignorância com sorriso”, disse.

E a irmã que virou mãe ensinou:

“No momento em que você conhece o que é a síndrome de Down, o autismo, você começa a enxergá-los de outra forma. Infelizmente as pessoas só enxergam, só têm opinião diferente quando tem [um Down] dentro de casa”, ensinou.

Graziela lembrou ainda que a pessoa com Down não tem preconceito.

“O nosso mundo é errado. O deles não. A gente é quem deve pedir licença pra entrar e compreender o mundo deles. É um mundo sem diferença, sem distinção, sem exclusão. Eles só têm a a agregar ao mundo”.

Grazi contou que elas são tão próximas, que uma consegue sentir as dores da outra.

“Quando ela estava doente eu sentia o [mesmo] que ela. E até hoje eu sinto. É muito difícil eu errar o que ela está sentindo porque eu sinto também”, contou.

História

história de amor e superação das gêmeas de Nova Cruz, no Rio Grande do Norte foi mostrada esta semana pelo SóNotíciaBoa e encantou os internautas.

Depois que a mãe delas morreu, quando eram adolescentes, Grazi conseguiu a guarda da irmã na justiça e há 15 anos cuida de Rafaela como se fosse sua filha.

“Se fosse pra eu contar a história da gente antes, talvez não fosse cheia de felicidade como é hoje. A gente passou por muita coisa, muito aprendizado”.

E deu mostrou que é um exemplo de resiliência:

“Eu sou do tipo que quanto mais cai, mais levanta e o choro é o meu combustível. [Hoje] eu entendo o que Deus tem pra gente”, ensinou.

 

Assista à entrevista:

Por Rinaldo de Oliveira, da redação do SóNotíciaBoa

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