Médicos duvidaram que Emilly andaria. Veja os primeiros passos: vídeo

Os primeiros passos da Emilly vieram apenas aos 6 anos de idade e emocionaram a mãe e a professora de educação física, que trabalha com a menina desde o ano passado.
Emily é de uma família humilde de Tangará, no interior do Rio Grande do Norte e nasceu com deficiência intelectual e hipotonia – diminuição do tônus muscular – por isso os médicos duvidaram que um dia ela conseguiria andar. Mas a mãe dela, Maria Eliane, nunca desistiu.
No ano passado ela matriculou a filha em uma academia da cidade. Quatro meses depois, a menina conseguiu andar pela primeira vez sozinha. A família autorizou a divulgação do vídeo pelo SóNotíciaBoa para inspirar outras pessoas com o mesmo problema. (assista abaixo).
“Antes ela só se arrastava com apoio das mãos. Hoje ela já vai de um canto para outro”, comemorou Eliane em entrevista ao SnB.
Eliane, que se separou do marido quando Emilly tinha 1 mês de vida, sobrevive com um salário mínimo que recebe da pensão da filha. Ela não consegue trabalhar fora porque precisa ficar Emilly dia e noite.
Primeiros passos
A menina treina 5 dias por semana na academia com a personal Débora França, de 25 anos, que vai se formar em agosto na Unopar, no curso de Educação Física.
Débora contou como conseguiu recuperar os movimentos das pernas de Emilly:
“Ela estava com sobrepeso e precisava emagrecer e não praticava nenhuma exercício físico. Ai eu pensei: Meu Deus como vou fazer a Emilly perder peso se ela não anda? … Então eu comecei a trabalhar a condenação motora fina, fui trabalhando fortalecimento. E disse pra Deus: Vamos fazer ela andar. E Deus fez”, contou.
“Coloquei Emilly de pé e comecei a incentivá-la a andar segurando a [boneca] Minnie, todo dia eu fazia isso. Foi então que ela deu seus primeiros passinhos e aí iniciamos uma nova forma de trabalhar para que Emilly aos poucos fosse perdendo peso, junto com uma alimentação balanceada”.
“Usei métodos para incentivar o tônus muscular, subir e descer um step, agachar no banco. Depois comecei a trabalhar lateralidade”, revelou a personal.
Débora deu um recado para pessoas que tenham alguma patologia parecida: “para que nunca desistam de lutar”.
Nova meta
Agora a mãe de Emilly tem um outro sonho: que a menina consiga conversar.
“A gente que é mãe sempre fazendo promessa. Andar já posso dizer que ela anda, mas falar é nossa próxima meta”.
Hoje com 7 anos, Emilly fala algumas palavras como “mamãe”, “sim” e “não”, mas compreende tudo que a mãe diz.
Assista ao vídeo, gravado em novembro do ano passado, quando Emilly deu os primeiros passos sozinha:
Por Rinaldo de Oliveira, da redação do SóNotíciaBoa
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