Camelô procura cliente pra devolver R$ 100 que recebeu por engano

Phellipe Guimarães - Foto: reprodução / FacebookPhellipe Guimarães - Foto: reprodução / Facebook

Um camelô do Rio de Janeiro está procurando uma cliente para devolver R$ 100 que recebeu por engano na semana passada. Phellipe Guimarães, 27 anos, recebeu o valor por pacotes de balas de café e de coco que custavam apenas R$ 2.

O jovem honesto, que estava vendendo os doces dentro de um ônibus, acredita que a cliente acabou se confundindo ao entregar a nota e ele também não percebeu na hora, porque a nota estava dobrada e também é azul como a de R$ 2.

Por isso Phellipe postou a foto e a história no Facebook para tentar encontrar a mulher e devolver o troco certo.

Ele escreveu:

“Uma senhora pediu dois doces e me entregou a nota dobrada, que, por ser azul, parecia ser de R$ 2. Eu joguei dentro da bolsa. Quando fui contar o dinheiro, percebi que na verdade ela era de R$ 100. Desde então, tento localizar essa senhora para devolver”, contou.

Ele descreveu a mulher pra ver se alguém tem pista dela.

“Ela estava dentro de um coletivo da linha 383 (Tiradentes – Realengo) em direção ao “centro da cidade”. “Uma senhora de cabelo ruivo, uma tatuagem de borboleta na mão, de cor branca, de bolsa de onça”.

“Queria muito encontrá-la para devolver esse seu dinheiro, então conto com ajuda de vocês”, pediu.

Sinal de Deus

Segundo o vendedor, o erro foi um sinal de Deus.

Dois dias antes, na segunda-feira, 08, Phellipe foi assaltado na rua onde mora.

Os criminosos levaram o celular e R$ 420 que usaria pagar a mensalidade da escola particular do filho.

Mesmo passando aperto financeiro, ele conta quer devolver.

“O meu pai me ensinou a ser honesto em todos os momentos e ocasiões da minha vida. Sempre tive valores do bem. Já recebi troco errado outras vezes e devolvi. É uma atitude que deveria ser considerada normal, de todos. Acho que falta empatia às pessoas”, explica o jovem.

História

Phellipe trabalhava como soldador de estaleiros e perdeu o emprego em 2017.

No fim daquele ano, começou a vender sacolés durante o verão. Depois, partiu para os doces.

Hoje, além de percorrer as ruas do Rio, o jovem também trabalha como chapeiro num trailer de lanches de um amigo, para complementar a renda familiar:

“Tenho dois filhos pequenos para criar, e a minha mulher estava desempregada. Graças a Deus, há cerca de um mês, ela conseguiu um emprego administrativo em um hospital de Campo Grande. Antes disso, chegou a trabalhar comigo vendendo doces nas ruas do Rio”, contou ao Extra.

Foi a mulher dele, Emanuelle, quem emprestou o celular ao marido para que ele fotografasse a nota e postasse no Facebook.

Após seis dias, a publicação já alcançou 5 mil compartilhamentos e quase 3 mil comentários de internautas elogiando a atitude.

Com informações do Metrópoles e Extra

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