Irmãs reencontram pai que ficou desaparecido por 34 anos

Maria de Fátima, o pai e Fabíola - Foto: arquivo pessoal/Fabíola GomesMaria de Fátima, o pai e Fabíola - Foto: arquivo pessoal/Fabíola Gomes

Emoção em uma fazenda da cidade de Goiás. Após décadas de procura, duas irmãs conseguiram encontrar o pai que estava desaparecido desde a década de 80, quando foi para Serra Pelada, trabalhar como garimpeiro e nunca mais voltou.

Fabíola Bezerra Gomes, de 34 anos e Maria de Fátima, a irmã mais velha, moraram em Natal, no Rio Grande do Norte e fizeram empréstimo para viajarem até o município goiano.

Elas localizaram Manoel Miguel Gomes, de 67 anos, depois de buscas pela internet, com um ajuda do Título de Eleitor e da Polícia Civil.

História

Fabíola tinha apenas seis meses de vida quando o pai foi para a Serra dos Carajás, no Pará. No começo, ele mandava dinheiro para a família, que também tinha se mudado para o estado, mas depois ele não mandou mais notícias.

A mãe e os três filhos foram sobrevivendo como podiam, até que em 1991 decidiram voltar para Natal. Fabíola conta que sempre teve a curiosidade de conhecer o pai.

“Eu nunca acreditei que meu pai estivesse morto. Sempre pedi a Deus para ter uma notícia dele. O Dia dos Pais era muito triste, ver os outros filhos com seus pais. Até que um dia eu entrei em um site de procura de pessoas desaparecidas”, contou Fabíola ao G1.

A descoberta

“Eu descobri o título de eleitor dele, vi que ele votou uma vez em uma escola na cidade de Goiás. Liguei para a Polícia Civil e um papiloscopista me ajudou, encontrando ele em uma fazenda onde ele trabalha”, lembra.

O papiloscopista Paulo Landim, que trabalha na delegacia da cidade de Goiás, foi quem ajudou a família. Quando Fabíola entrou em contato pedindo ajuda, ele pegou todos os dados que tinha e usou os sistemas da Polícia Civil para tentar localizar o idoso.

“Para a gente, que é da polícia, é um trabalho obrigatório, temos um departamento especializado em casos de desaparecimentos, mas também é um trabalho social. A gente fica muito feliz quando o final é feliz assim”, disse Landim.

O reencontro

As irmãs ficaram uma semana com o pai na fazenda, onde estreitaram os laços.

Manoel não quis falar o motivo de ter sumido por tanto tempo, e as filhas respeitaram. O mais importante para as duas foi reencontrá-lo bem.

“Foi uma emoção forte demais para mim. Não é porque ele saiu e não deu mais notícias que a gente vai guardar rancor. Ele ficou muito feliz em saber que tinha oito netos e um casal de bisnetos”, contou Fabíola.

“O que passou, passou. A gente quer saber é daqui para frente. Ele disse que vai para Natal em novembro ou dezembro, que ele quer passar o aniversário de 68 anos dele com a gente”, disse Fabíola, já esperançosa para o novo encontro”, concluiu.

Com informações do G1

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