Mulher que vive há 20 anos na rua tem gentileza com cego e viraliza: vídeo

O ato simples de gentileza, de uma mulher que vive há 20 anos nas ruas, está emocionando internautas. Cléia Lina dos Reis, de 38 anos, foi flagrada ajudando um deficiente visual.
Nas imagens, ela aparece conduzindo o homem pelo braço, para atravessar a rua e o acompanhando até ficar em segurança, no ponto de ônibus, em frente à uma praça da região do Porto, em Cuiabá, Mato Grosso.
O vídeo foi gravado e divulgado nas redes sociais pelo repórter Luiz Vieira, da TV Vila Real de Cuiabá, na última quinta, 31, enquanto ele aguardava para gravar uma reportagem. (assista abaixo)
“A gente tem que ajudar um ao outro. Assim todos nós é ajudado (sic)”, disse Cléia quando foi perguntada sobre seu ato de compaixão de solidariedade.
Preconceito
O repórter disse que gravou a cena e divulgou para combater o preconceito contra moradores de rua.
“Registrei para que as pessoas possam entender que nem sempre é com preconceito que a gente deve olhar para esse lado. Às vezes a condição não permite que a pessoa mude de vida. Sempre a gente tende a pensar ‘ah, será que vai me assaltar?’, ou coisas do tipo, e nesse caso não era nada disso”, disse Luiz Vieira ao portal LIVRE.
De acordo com o repórter, os comerciantes da região contam que, apesar da condição de Cléia, ela costuma ter atos de bondade:
“Falaram que ela faz isso bastante com idosos, que é comum essa atitude”, disse.
Segundo os comerciantes, a Cléia costuma pedir dinheiro para se alimentar e sustentar sua dependência química.
História
Cléia conta que se afundou depois que perdeu os filhos.
“Perdi a guarda dos meus filhos e isso me deixou arrasada. Uma conhecida me incentivou a usar crack e acabei me afundando nisso”.
Ela diz que já tentou deixar as drogas duas vezes, mas não conseguiu. “É um vício muito forte. Mas tenho fé em Deus que um dia vou conseguir”, diz a mulher, que se considera religiosa.
Um comerciante, que tem uma loja na região do Porto há 18 anos, afirma que a presença de Cleia não costuma incomodar.
“Ela sempre ajuda quando está bem. Impede que outros usuários se aproximem dos estabelecimentos ou risquem carros”, comenta o homem, que prefere não ser identificado.
Mas ele lembra que há dias em que Cléia fica transtornada por causa do crack. “Mas nesses dias, ela não faz mal para ninguém, só não está de bom humor e se afasta de todos”, concluiu.
Assista a cena e uma conversa com ela, no vídeo da RDNews:
Com informações do Livre e RDNews
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