Alunos brasileiros criam filtro pra astronautas no espaço

Orientadores ao fundo e a à frente, os alunos do Instituto Federal de Santa Catarina ROBERTA DEBORTOLI, ANDREIA WEBER, RENATA MULLER, ISABELA BATTISTELLA E RICARDO CENCI FOTO: DIVULGAÇÃOOrientadores ao fundo e a à frente, os alunos do Instituto Federal de Santa Catarina ROBERTA DEBORTOLI, ANDREIA WEBER, RENATA MULLER, ISABELA BATTISTELLA E RICARDO CENCI FOTO: DIVULGAÇÃO

Estudantes brasileiros de Santa Catarina criaram um experimento de filtro de água que foi enviado por um foguete da Space X para astronautas da Estação Internacional, a ISS.

A invenção é de quatro alunos do segundo ano do ensino médio do Instituto Federal de Santa Catarina do Campus Xanxerê: Isabela Battistella, Ricardo Cenci (ambos de 18 anos), Renata Müller e Roberta Debortoli, ambos de 17.

A iniciativa, desenvolvida pela Missão Garatéa com apoio do Instituto TIM, prepara alunos de escolas públicas e particulares brasileiras para o Student Spaceflight Experiments Program (SSEP), concurso internacional que seleciona criações de estudantes para voarem até a ISS.

Debortoli conta que o experimento criado por seu grupo tem funcionamento baseado no filtro de barro brasileiro: ele também tem o carvão ativado como agente filtrante. Como no espaço a gravidade é bem mais baixa do que na Terra, foi necessário adaptar o mecanismo.

“Nosso experimento utiliza a capilaridade, um fenômeno físico que substitui a gravidade no processo de filtração”, afirma a aluna. Ela explica que a capilaridade causa tensão superficial em tubos finos, ou seja, ela une as moléculas do líquido e faz com que os fluidos se desloquem ainda que estejam em baixa força gravitacional.

Teste de filtragem

A aluna diz que o experimento não é um filtro finalizado, mas consiste em um tubo de silicone bem pequeno, de apenas 17 cm de comprimento.

A intenção é testar se é possível filtrar no espaço uma solução de azul de metileno. Em vez de a solução ser filtrada de cima para baixo, como na Terra, isso ocorreria na ISS de baixo para cima.

“O que os astronautas fazem lá na Estação Espacial Internacional é abrir um grampo e chacoalhar o experimento para garantir que a solução contate o carvão ativado e possa ser filtrada”, descreve Debortoli, que descobriu que projeto Garatéa-ISS existia ao ler uma reportagem da GALILEU. Interessada em participar, foi ela que incentivou os colegas e professores a fazerem a inscrição.

O diretor da Missão Garatéa, Lucas Fonseca, conta que o “filtro” foi enviado junto com comida de astronauta e todos os suprimentos científicos necessários para a tripulação da ISS no dia 25 de julho. “O experimento já foi feito e estamos esperando o retorno. Ele fica funcionando por um mês e até o final do ano deve retornar à Terra”, conta o engenheiro espacial, que pretende expandir a Garatéa-ISS para escolas de outros países da América do Sul e Ásia a partir de 2020.

As inscrições online para a 3ª edição da Garatéa-ISS foram prorrogadas e estão abertas para que escolas brasileiras se inscrevam até este domingo, 11 de agosto. O próximo experimento vencedor deve ser enviado à ISS em 2020.

Com informações da Galileu

Espalhe notícia boa nas suas redes sociais. Siga o SNB no Facebook, TwitterInstagram e Youtube

O conteúdo do SóNotíciaBoa é protegido. Você pode reproduzi-lo, desde que insira créditos COM O LINK para o conteúdo original e não faça uso comercial de nossa produção.