Cientistas recriam perfume de Cleópatra: ‘Chanel #5 do Egito’

Elizabeth Taylor como Cleópatra em 1963 - Foto: DivulgaçãoElizabeth Taylor como Cleópatra em 1963 - Foto: Divulgação

Cleópatra, uma das mulheres mais conhecidas da história da humanidade, ganhou fama por ser ardilosa e sedutora. Agora foi descoberto e recriado o perfume que ela usava.

A rainha do Egito usava uma fragrância à base de mirra e uma mistura espessa e pegajosa de cardamomo, azeite de oliva e canela.

Os arqueólogos chegaram à poção de Cleópatra depois de escavações realizadas em Tell-El Timai – região localizada próxima ao Cairo.

O resíduo foi encontrado por dois professores da Universidade do Havaí em Mānoa. O perfume estava dentro uma ânfora, um frasco antigo, com duas alças e um pescoço estreito.

“Este era o Chanel número 5 do antigo Egito”, disse Robert Littman, arqueólogo da Universidade do Havaí responsável pela pesquisa junto com seu colega Jay Silverstein.

Eles recriaram o antigo perfume de Cleópatra para exibição em uma exposição da National Geographic a partir dos achados em Tell-el Timai no Egito.

A região moderna da nação africana foi primeiramente chamada de Thmuis e fundada há cerca de 6.500 anos.

O aroma

Muito mais viscoso que os perfumes de hoje – com uma consistência semelhante à do azeite de oliva – o aroma é mais forte do que os equivalentes modernos.

Também acredita-se que ele tenha um fixador potente, porque o aroma permanece por mais tempo no corpo.

A região era conhecida na antiguidade como a cidade de Tmuis, lar de dois dos aromas mais conhecidos do mundo antigo e da Mesopotâmia: Mendesian e Metopian.

Como

Em 2012, os arqueólogos descobriram, o que parecia ser a casa de um comerciante de perfumes, que continha uma área para fabricação de algum tipo de liquido, como ânforas e garrafas de vidros com resíduos.

Apesar de as garrafas não apresentarem cheiro, uma análise química com iodo permitiu a identificação de algum ingredientes.

A descoberta foi levada para dois especialistas em perfumes egípcios, Dora Goldsmith e Sean Coughlin, que auxiliaram na produção da essência, baseando-se em formulas encontradas em textos gregos antigos.

Sabe-se que a fragrância era popular entre a elite da Antiguidade, e sua recriação possui um valor incalculável, pelo menos para a arqueologia.

“É uma grande emoção cheirar um perfume que ninguém cheirou em 2 mil anos e que Cleópatra pode ter usado”, celebrou Littman em um comunicado de imprensa da universidade.

Assista ao trailer do filme de 1963:

Com informações do Daily Mail

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