Brasileiros faturam ouro em olimpíada de astronomia e astronáutica

Os vencedores - Foto: Eugênio ReisOs vencedores - Foto: Eugênio Reis

Alunos brasileiros conquistaram quatro medalhas de ouro e uma de prata, além de prêmios especiais na décima primeira edição da Olimpíada Latino-Americana de Astronomia e Astronáutica (OLAA), realizada este mês na cidade de Puebla, no México.

Eles ficaram no primeiro lugar no quadro geral de medalhas. “Foi um excelente resultado”, comemorou o astrônomo Eugênio Reis, um dos líderes da delegação do Observatório Nacional (ON), em entrevista à Agência Brasil.

Os grandes vencedores, que conquistaram medalhas de ouro foram Sarah Leitão (18 anos), Caio Nascimento (18 anos) e Bismarck Moreira (18 anos), todos de Fortaleza, além de Fabrizio Melges (15 anos), natural de Mairiporã (SP).

Quem faturou a medalha de prata foi Gabriel Oliveira (17 anos), de Montes Claros (MG).

[Foi uma] “experiência incrível, porque pude conhecer uma cidade maravilhosa [Puebla], no México, fiz amigos de vários países latinos, melhorei um pouco o meu portunhol e, acima de tudo, tive oportunidade de aprender muito mais sobre astronomia, ciência sobre a qual sou apaixonado. E felizmente, o nosso time conseguiu sair da olimpíada com a primeira colocação. Isso é motivo de grande orgulho para mim”, disse Gabriel.

Ele pretende fazer o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) para cursar engenharia mecânica, “visando, quem sabe, uma especialização futura em propulsão de veículos aeroespaciais”, afirmou.

Completando a galeria de títulos, Sarah conquistou o prêmio de melhor prova teórica por equipe; Bismarck, o de melhor prova observacional, e Caio, o de melhor prova teórica individual.

Países

A OLAA reuniu estudantes do ensino médio de 11 países da América Latina: Argentina, Bolívia, Brasil, Chile, Colômbia, Guatemala, México, Panamá, Paraguai, Peru e Uruguai.

Todos se classificaram por meio das olimpíadas nacionais de astronomia e astronáutica de seus respectivos países.

Fundada e Montevidéu, Uruguai, a OLAA acontece desde 2009 e é coordenada por astrônomos de várias nações.

Liderança

No cômputo geral, das 11 olimpíadas, o Brasil assume também a liderança com 34 medalhas de ouro, 17 de prata e quatro de bronze.

“O Brasil lidera a olimpíada desde o início, com os estudantes melhor preparados. A gente é o melhor colocado em todas as 11 olimpíadas, e é o grande campeão com o maior número de medalhas ganhas até hoje”, disse Eugênio Reis.

Tanto ele como o astrônomo Júlio Klafke, da Universidade Paulista (Unip), também líder da equipe, integram a comissão organizadora da Olimpíada Brasileira de Astronomia e Astronáutica (OBA).

2020

O astrônomo Eugênio Reis informou que já teve início o processo seletivo para a próxima OLAA, no Equador, bem como para a Olimpíada Internacional de Astronomia e Astrofísica (IOAA), na Colômbia, ambas previstas para 2020.

“Nesse momento, a gente está na fase de provas online”, cont0u.

Todos os estudantes com média acima de 7, que já participaram da Olimpíada Brasileira de Astronomia e Astronáutica (OBA), podem fazer parte do processo seletivo.

A última prova online ocorrerá nos primeiros dias de dezembro. Essa etapa do processo envolve em torno de 3 mil estudantes.

Após essa fase de provas pela internet, os 150 melhores são convidados a fazer uma prova presencial, a ser realizada em março do próximo ano, em Barra do Piraí (RJ).

“Aí, sim, eles têm que provar que realmente estudaram”, afirmou Eugênio.

Depois da prova presencial, são chamados de 30 a 40 estudantes para dois treinamentos intensivos, e ainda seletivos, realizados na cidade de Vinhedo (SP), onde ficam competindo entre si até o final.

“Fazem provas, constroem foguetes. Depois desses treinamentos, a gente escolhe a equipe nacional que disputará as olimpíadas internacional e latino-americana”.

Até agosto de 2020, serão conhecidos os dez integrantes das duas seleções brasileiras, sendo cinco para cada concurso, que passarão também por treinamento específico.

Segundo Eugênio Reis, o Brasil está com nota dez nos dois certames, embora reconheça que a Olimpíada Internacional é a mais difícil de todas e aquela em que o Brasil ainda não tem nenhuma medalha de ouro.

Com informações da AgênciaBrasil

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