Brasil libera tratamento com sangue de quem se curou do coronavírus

Uma semana depois dos EUA, a Anvisa também liberou um tratamento experimental com sangue de pessoas que se recuperaram do coronavírus para pacientes da covid-19 em estado grave.
O tratamento com plasma convalescente deverá ser usado em situações especiais, considerando a emergência de saúde pública, a gravidade da doença e a condição de risco iminente à vida do paciente.
O médico é quem deverá tomar decisão de usar o procedimento. Ele também terá que esclarecer ao paciente que o tratamento é experimental, falar sobre os riscos envolvidos e pedir o consentimento dele, ou dos familiares, para aplicar o tratamento.
A nota técnica emitida pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária diz que o método deverá ter a sua eficácia aprovada pelo CFM (Conselho Federal de Medicina) e Ministério da Saúde, mas já pode ser utilizado em caráter experimental, para pacientes em estado grave – desde que siga as normas previstas para a realização de pesquisa em seres humanos no Brasil.
Como
De acordo com a Anvisa, o soro convalescente humano tem potencial para ser uma opção no tratamento da covid-19.
É que as pessoas que têm a doença e se recuperam, criam anticorpos para combater o coronavírus.
E essas imunoglobulinas, proteínas presentes no plasma convalescente, podem ajudar a combater a infecção em outras pessoas.
No caso da covid-19, o acesso a esse tratamento pode ser rápido, desde que exista um número suficiente de pessoas que se recuperaram da doença e que possam doar o plasma com imunoglobulinas para reagir contra o vírus.
Deu certo antes
Apesar de ser experimentar, o procedimento já foi colocado em prática com sucesso para o tratamento da SARS (Síndrome Respiratória Aguda Grave) e nas epidemias de ebola e H1N1.
Este ano ele foi adotado pelo Hospital Policlínico de Pavia, na Lombardia, no norte da Itália. A primeira doação recebida foi de um casal de médicos, informou a imprensa italiana.
Uso nos EUA
A FDA – Food and Drug Administration, na sigla em inglês – foi a primeira a publicar orientações para o uso do plasma convalescente, para conseguir respostas oportunas à pandemia de covid-19 – como informou o SóNotíciaBoa.
Foi uma forma de facilitar o acesso ao tratamento experimental para pacientes graves da doença, ou com risco de morte iminente, já que ainda não existe remédio contra o coronavírus.
O FDA diz que estudos mostram o potencial desse tipo de terapia com plasma convalescente.
Com informações do R7
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