Vacina contra HIV: começam testes da droga na África do Sul

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Foto: Pixabay
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Uma versão aprimorada da única vacina experimental que já apresentou resultados significativos contra o HIV, a RV144, começa a ser testada nesta quarta-feira, 30, na África do Sul.

Serão recrutados mais de cinco mil homens e mulheres, sexualmente ativos, com idades entre 18 e 35 anos, para participar do estudo, chamado de HVTN 702.

Conforme informações do The Guardian, a primeira versão da vacina foi testada há sete anos na Tailândia, mas apresentou uma eficácia de 31%, por isso não foi lançada. Agora, pesquisadores desejam ampliar a eficiência da droga para índices entre 50% e 60%.

O limite mínimo de eficácia estabelecido para o lançamento é de 50%.

“Obviamente, gostaríamos que fosse 90%, mas isso é provavelmente pedir demais, dada a complexidade do HIV e a resposta imune do corpo a ele”, disse o diretor do Instituo Nacional de Alergia e Doenças Infecciosas dos Estados Unidos, Anthony Fauci, ao The Guardian.

“Se for utilizada ao mesmo tempo que os métodos de prevenção com eficácia comprovada, que já estamos usando, uma vacina segura e eficaz poderia ser o golpe de misericórdia contra o HIV”, alertou.

A vacinação

Produzida com um subtipo do vírus que circula pelo sul da África, chamado de “clade C”, a vacina será aplicada em cinco doses e terão três reforços.

Também serão usadas drogas adjuvantes para melhorar o sistema imunológico.

Os voluntários serão monitorados durante dois anos.

Os resultados da pesquisa estão previstos para 2020.

África do Sul

A África do Sul foi escolhida por causa do número elevado de pessoas que convivem com o vírus por lá.

Estima-se que sete milhões de pessoas tenham HIV no país.

Algumas regiões, inclusive, somam 30% da população com o vírus, segundo informações do Washington Post.

No mundo 2,5 milhões de pessoas são infectadas por ano com o HIV. A Aids matou 30 milhões de pessoas desde 1980.

Por isso o método mais eficaz para conter o contágio continua sendo a camisinha.

Com informações do AFP, TheGuardian e ZeroHora