Descoberta proteína que pode bloquear Alzheimer

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Esperança de um novo medicamento para bloquear o Alzheimer.

Cientistas da Universidade de Medicina Johns Hopkins, em Baltimore, EUA, detectaram a elevação da substância Ephenix5 nas células cerebrais de pacientes com a doença.

Eles fizeram experimentos com ratos e concluíram que a remoção desta proteína evita que os animais desenvolvam a perda de memória.

O relatório da pesquisa foi publicado no “The Journal Clinical Investigation”.

Os pesquisadores garantem que a descoberta poderá ser uma evolução no desenvolvimento de medicamentos e assim, tratar ou prevenir sintomas do Alzheimer.

A proteína

Gabrielle Sell, da Universidade de Medicina, diz que a “Ephexin5 é um alvo farmacêutico tentador, porque em adultos saudáveis a sua presença é mínima no cérebro”.

“Isso significa que tirar a Ephexin5 pode ter poucos efeitos secundários”, afirma.

A descoberta

O trabalho partiu do estudo das características da doença: a formação de placas no cérebro compostas por uma proteína chamada beta amilóide.

Só que não é a beta amilóide que leva à gravidade da doença, mas sim a perda das chamadas sinapses excitatórias.

Os cientistas descobriram que quando adicionavam beta amilóide às células de cérebros de ratos saudáveis, essas células começavam a produzir Ephexin5 em excesso.

Isso mostra que a proteína que produz as placas da doença também provocava um aumento da Ephexin5.

Segundo o estudo, bloqueando a produção da proteína, os ratos não perdiam a memória.

Com isso, os pesquisadores  concluíram que a Ephexin5 pode ser a razão pela qual os pacientes perdem as sinapses e por consequência a memória, e admitem que bloquear a proteína pode retardar ou interromper a doença.

Com informações do Boas Noticias. e TechHitt.