Pintinhos nascem de ovo artificial e podem “ressuscitar” ave extinta

Espécies de aves em extinção podem ser salvas graças a uma criação incrível! A empresa de biotecnologia Colossal Biosciences anunciou o nascimento dos primeiros pintinhos criados a partir de um ovo artificial. A tecnologia usa um sistema sem casca que permite o desenvolvimento completo do embrião até o nascimento.
Segundo a empresa, o método foi pensado para funcionar em larga escala e com custo mais baixo. O sistema também pode ser usado para diferentes espécies de aves.
A pesquisa faz parte do projeto da companhia para tentar trazer de volta a moa gigante, ave da Nova Zelândia extinta há quase 600 anos. Os cientistas também acreditam que a tecnologia pode ajudar na preservação de aves ameaçadas de extinção.
Como funciona o ovo artificial
O sistema criado pela Colossal substitui a casca natural do ovo por uma estrutura especial com uma membrana de silicone feita por bioengenharia. Esse material consegue manter as condições necessárias para o embrião crescer até o nascimento.
Pesquisadores tentavam criar algo parecido desde os anos 1980, mas os testes enfrentavam um problema importante. Os embriões precisavam de muito oxigênio puro para sobreviver, o que acabava causando danos ao DNA e prejudicando os animais.
Agora, a empresa afirma que conseguiu resolver essa dificuldade. A nova estrutura permite a entrada de oxigênio de forma parecida com a casca de um ovo natural, mas usando o ar normal do ambiente.
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Tecnologia também pode ajudar aves ameaçadas
Além do projeto para trazer de volta espécies extintas, a empresa acredita que o sistema poderá ajudar programas de conservação de aves ameaçadas.
De acordo com Matt James, o ovo artificial cria possibilidades que hoje ainda não existem em programas de preservação.
Ele explicou que a tecnologia pode ajudar no resgate de embriões comprometidos e também permitir o uso de materiais biológicos guardados em biobancos.
Os cientistas afirmam que isso pode ampliar as formas de reprodução e proteção de espécies raras.
Projeto quer trazer de volta a moa gigante
O principal foco do projeto é a moa gigante, ave que viveu na Nova Zelândia e desapareceu pouco tempo depois da chegada dos primeiros humanos à região.
As moas eram aves grandes e não voavam. Algumas espécies podiam atingir vários metros de altura.
A Colossal também trabalha em outros projetos de desextinção, incluindo pesquisas ligadas ao mamute-lanoso. A empresa prevê avanços nesse projeto até 2028.
No caso da moa gigante, o processo deve demorar mais. Isso porque os cientistas ainda não conseguiram montar todo o sequenciamento genético da espécie.
Mesmo assim, Ben Lamm afirmou ao IFLScience que acredita no sucesso do projeto no futuro. Segundo ele, as moas podem voltar antes mesmo de humanos chegarem a Marte.

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