Trigêmeas sem internet são ouro em matemática

Foto: Guilherme Ferrari/G1
Três jovens filhas de agricultores, que cresceram na roça, estudaram em escola pública e não têm internet em casa, vão receber no próximo dia 20 as medalhas de ouro da 10ª Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas (OBMEP), no Rio de Janeiro
As gêmeas Fábia, Fabiele e Fabíola, hoje com 15 anos, conquistaram as melhores notas do Espírito Santo no mês passado.
Filhas do casal de agricultores Lauriza e Paulo Loterio elas vivem numa casa simples, a 21 quilômetros da escola de Ensino Médio no distrito de Rio do Norte, município de Santa Leopoldina, a 51 quilômetros de Vitória.
Conselho de mãe
Sabendo da vida difícil da roça, os pais sempre procuraram incentivar os filhos a estudar.
“Mostro pra elas como é a vida na roça. Falo que elas têm que estudar para poder ter um futuro melhor, porque a gente está aqui com muita dificuldade, e eu não quero vê-las na mesma situação”, contou Lauriza.
Seguindo os conselhos da mãe, as trigêmeas se interessaram pelos estudos e se encontraram na área de exatas depois de participarem da Olimpíada de Matemática.
“Na escola, sempre inscreviam todos os alunos e avisavam sobre o dia da prova. A gente fazia, porque gostava”, disse Fabíola.
Conquista
Na primeira fase da 10ª OBMEP, realizada em 2014, 18.192.526 alunos de 46.711 escolas se inscreveram para participar. Desses, 501 receberam medalha de ouro, sendo 14 alunos do Espírito Santo.
De acordo com o Instituto Nacional de Matemática Pura e Aplicada (Impa), Fábia e Fabiele empataram e conquistaram o 1º lugar do estado. Fabíola veio em seguida, com a 2ª colocação estadual.
Como se não bastasse, elas também conquistaram os três primeiros lugares no Instituto Federal do Espírito Santo (Ifes) de Santa Teresa, no mesmo ano. Atualmente, elas cursam o 1º ano do curso técnico em Agropecuária, integrado ao Ensino Médio.
Para a família, ver as filhas desenhando um futuro melhor através da educação é um sonho.
“Medalha de ouro não é para qualquer um. Para um pai como eu, que não sabe nada, vê-las subindo assim é muito orgulho”, contou Paulo, que só estudou até a 2ª série do Ensino Fundamental.
Sem disputa
A notícia da medalha de ouro chegou de surpresa e empolgou o trio. “Eu nem acreditei no começo, acho que demorou para cair a ficha que a gente tinha ganhado medalha de ouro”, contou Fabíola.
Hoje, elas contam que nunca houve disputa entre as irmãs. “A gente não ficava competindo para ver quem é melhor, a gente ajudava uma à outra quando alguém tinha dificuldade em alguma coisa”, disse Fabiele.
Para o diretor da escola, Saulo Andreon, a conquista das trigêmeas vai servir de incentivo para outros estudantes.
“Foi o ápice da realização delas e da escola. A medalha coroou o desempenho delas. Foi um marco inicial. Elas são e serão sempre uma inspiração para os outros alunos”, disse.
Premiação
A entrega das medalhas de ouro acontece no dia 20 de julho, no Teatro Municipal do Rio de Janeiro. O evento deve contar com a presença de autoridades como a presidente da República e o Ministro da Educação.
Com informações do G1

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