Juiz monta banda com jovens condenados por ele

Foto: reprodução/RBSTV
Ressocialização pela música!
Um juiz gaúcho montou uma banda tendo como parceiros jovens que ele mesmo condenou por crimes como tráfico, roubo e homicídio.
A banda, chamada Liberdade, se apresenta no pátio do Case (Centro de Atendimento Socioeducativo) de Passo Fundo, Rio Grande do Sul, onde os adolescentes estão internados, e em outros locais, sob escolta.
A formação não é fixa, porque os músicos são liberados após cumprir a medida socioeducativa.
Em sua página no Facebook o juiz Dalmir Franklin de Oliveira Júnior – que atua há oito anos atua na Vara da Infância e da Juventude local – diz que “o projeto foi criado por várias pessoas para usar a música, e não só o rock, como auxílio na socioeducação”.
E informa que doou alguns instrumentos pessoais no início do projeto.
Em entrevista à Folha, Dalmir falou que “a música permite que esses jovens sejam vistos por outro viés que não o da delinquência”, disse à Folha.
História
O programa começou há seis anos.
“Nas férias escolares deles, me chamaram porque os meninos estavam muito agitados, sem atividade”, diz o juiz, que atua como voluntário.
As turmas, de aulas teóricas e práticas sobre ritmo e harmonia, foram montadas com a colaboração da comunidade e o apoio da Pastoral Carcerária.
Segundo o professor, o ritmo da percussão ajuda a “canalizar as energias”.
Dos quase 80 internos do Case, cerca de 25 participam das aulas de música do projeto e conseguem um lugar na banda.
O juiz afirma que nunca enfrentou problemas com os garotos na banda, mesmo os que, em um primeiro momento, se sentiram injustiçados com a pena imputada.
Segundo ele, a banda ensina responsabilidade, já que nela “cada um tem sua função”.
Para conseguir uma vaga na percussão ou na guitarra, é preciso ter bom comportamento.
Beneficiado
Ex-integrante da banda, onde tocava repenique (tipo de percussão) e violão, Osvandré Gonçalves de Assis, 19, entrou no Case aos 16 anos por crimes como tráfico.
“Sempre quis aprender. Agora sei tocar o básico”, conta ele, que está em liberdade há poucas semanas e deixou o projeto.
“Percebemos uma grande mudança nele”, diz o juiz, que sonha com uma extensão do projeto fora do Case, para acolher egressos, como Assis.
Quando recebeu a sentença, o rapaz tinha estudado só até a quarta série do fundamental. No Case, concluiu o ensino médio. “Quero fazer direito e ser advogado”, diz ele, que trabalha em um supermercado e faz planos de continuar tocando.

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