Visitamos o Museu Charlie Chaplin, ao lado da casa do ator, na Suíça

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Foto: Jean-Daniel Crot|Foto: Jean-Daniel Crot||Foto: Jean-Daniel Crot||Chaplin and Oona nos jardins da Mansão||
Foto: Jean-Daniel Crot|Foto: Jean-Daniel Crot||Foto: Jean-Daniel Crot||Chaplin and Oona nos jardins da Mansão||

Por Ninna Crot, da Suíça, para o SóNotíciaBoa

É na Suíça que os fãs de Charlie Chaplin, um dos maiores atores do século XX, vivem a magia da história do cinema através dos tempos: uma verdadeira viagem ao túnel do tempo cinematográfico.

O Chaplin’s World By Grévin, que funciona próximo à casa onde o ator e diretor morou, foi inaugurado em homenagem aos 127 anos da data do aniversário dele.

O grande mestre do cinema e da arte nasceu em 16 de abril de 1889 e morreu na Suíça, aos 88 anos, no dia de Natal de 1977.

Em 1952, Charlie Chaplin veio para para a Suíça para promover um de seus filmes e por causa da simpatia ao comunismo foi impedido de voltar para a América.

Chaplin teve que ficar na Suíça, na cidade de Corsier-sur-Vevey, estado de Vaud, onde comprou a maravilhosa mansão, Manoir de Ban e passou a viver com os oito filhos e seu grande amor, a esposa Oona O’neil.

Foto: Jean-Daniel Crot
Foto: Jean-Daniel Crot

Viagem no tempo

O Museu Chaplin’s, criado pelo grupo Grévin, esta localizado no jardim, a poucos metros da mansão Manoir de Ban, onde foi criado um studio de 1.350 metros quadrados, que permite aos visitantes fazerem uma verdadeira viagem cinematográfica ao trabalho de Charlie Chaplin.

O tour começa com uma montagem de imagens que retratam a vida e a obra do ator e continua em uma rua, em frente de uma cena de “Easy Street”, uma das cenas mais fascinantes de seus filmes.

Na entrada podemos observar a bela mansão com um imenso jardim impecavelmente bem cuidado e, é nesse cenário de orgia mental que começamos a maravilhosa caminhada para conhecimento dos inúmeros feitos de Charlie Chaplin, tanto no cinema quanto na vida em que viveu na mansão.

Foto: Jean-Daniel Crot
Foto: Jean-Daniel Crot

Emoção dos filhos

A Manoir de Ban, está rodeada por um parque de quatro hectares. As árvores antigas às quais Chaplin amava e cuidava com imenso carinho estão ainda hoje em plena vida e a mansão tem uma vista deslumbrante para os Alpes franceses.

Há 15 anos a casa de Chaplin vem passando por uma restauração minuciosa e cerca de 500 m² foram inteiramente dedicados ao ator/artista Charlie Chaplin e sua vida cotidiana.

Os visitantes podem entrar no famoso barbeiro do “ditador” e no filme do restaurante “O Emigrante”, em que Charlie Chaplin come o sapato.

O chapéu e bengala, inseparáveis da imagem de Charlie Chaplin, não podiam faltar, assim como as calças rasgadas e os sapatos remendados que ele usou em “The Kid”.

Michael Chaplin diz: “Esta é a primeira vez que vi o terno, a bengala, o chapéu e os sapatos de meu pai e isso  é muito comovente para mim.”

“O que realmente me tocou foi ver como eles fizeram; vivendo os filmes através da mistura de extratos e decoração”, disse um dos filhos de Chaplin, Michael Chaplin, que lembra que o pai dele estava sempre em movimento como o museu , que é maravilhoso.

Já um dos criadores desse grande evento, Yves Durant, ressalta que trabalharam muito duro para que o museu fosse o mais perfeito possível.

Na mansão Manoir de Ban, que por natureza própria acabou sendo um misto de estúdio e museu, encontramos várias estátuas de cera que mais parecem uma réplica real de Charlie Chaplin e Oona O’neil e dos atores e atrizes em filmes como: Claire Bloom, Paulette Goddard e Sophia Loren, assim como também dos amigos e aqueles que tinham importância na vida dele como: Albert Einstein, Winston Churchill,  e ainda artistas que tiveram um grande trunfo como Roberto Benigni, Federico Fellini e Michael Jackson.

Algumas partes da mansão também foram reconstituídas com mobiliários e objetos pessoais de Charlie Chaplin, que foram apresentados pela primeira vez em exposição pública.

Foto: Jean-Daniel Crot
Foto: Jean-Daniel Crot

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Os visitantes tem ainda o prazer de ver o certificado de nobreza a Chaplin, assinado pela Rainha Elizabeth II em 1975 e o Oscar de Limelight Chaplin obtido em 1973, alguns anos antes da morte.

Charlie Chaplin agora tem o próprio museu em Corsier-sur-Vevey (Vaud), onde viveu por mais de 25 anos.

Charlie Chaplin e a esposa e os filhos
Charlie Chaplin e a esposa e os filhos

O espaço foi inaugurado em 16 de abril deste ano. “É um grande prazer para mim conseguir finalizar este projeto que por várias vezes esteve à beira de um penhasco”, informa Michael Chaplin, filho do artista.

O museu, cujo planejamento e implementação durou quinze anos, apresenta a vida de Charlie Chaplin (1889-1977) no Manoir de Ban.

“Certamente, a mansão mudou, mas o espírito Chaplin permaneceu”, ressalta Eugene Chaplin, irmão de Michael.

Veja o filme O grande ditador na conhecida performance do ator.

Da redação do SóNotíciaBoa.