Estudantes mineiros criam prótese em 3D de baixo custo

Estudantes da Universidade em Itajubá, em Minas Gerais, desenvolveram projetos que melhoram a qualidade de vida das pessoas.
Um dos exemplos é uma prótese biônica em impressora 3D, de baixo custo com acabamentos simples, desenvolvida por um grupo de alunos.
Ela capta sinais elétricos de nervos do paciente, que levam à movimentação do membro.
A ideia surgiu após uma visita do grupo Ex-Machina, de estudantes de vários cursos da Unifei, a uma fábrica de próteses em São José dos Campos (SP).
“Era aquilo que a gente queria fazer no nosso projeto. A gente começou a pesquisar a parte de biomedicina, pra ter mais conhecimento de como é a relação do homem e da máquina, e conseguir desenvolver a nossa prótese”, explica a diretora geral do grupo, Tamires Gomes Targino.
“Existem diversos projetos aqui dentro da universidade e o nosso é um dos que se diferem, principalmente pelo fato de ter o maior contato com a sociedade”, analisa Tamires.
“A gente já teve oportunidade de conversar com pessoas que não têm um dos membros e ver qual dificuldade encontraram no dia a dia. E a gente percebe que algo simples pra gente, para eles não é tão simples. Poder voltar essa funcionalidade, deixá-los com um dia a dia mais prático, é muito gratificante”.
A prótese
A prótese é feita de forma digital e impressa no plástico em 3D, peça por peça.
Depois, é montada com ajuda de pinos e recebe um acabamento em laboratório pelos participantes do projeto. O protótipo desenvolvido imita movimentos de todas as partes dos dedos.
Para a prótese funcionar, eletrodos são instalados na parte próxima à amputação do paciente. São eles que levam os sinais elétricos por cabos e levam à movimentação do novo membro.
“Comparada aos outros materiais, ela é muito mais barata, e consegue fazer os mesmos movimentos, consegue ser tão versátil quanto uma que é mais cara”, explica Álvaro Faustino Pereira, diretor da subequipe de Estrutura.
Preço
Segundo levantamentos do grupo, a tecnologia avançada de próteses no mercado coloca o produto com preços que chegam a R$ 130 mil.
O preço estimado pelos estudantes para venda do projeto varia de R$ 750 a R$ 2,5 mil.
O foco inicial para os estudos foi o auxílio a crianças com deficiência do membro superior.
“Elas sofrem muito, elas se sentem excluídas da sociedade, principalmente no ambiente escolar. Um dos objetivos é trazer independência para a criança e poder auxiliar ela em um ambiente escolar”.
A ideia agora é encontrar parcerias e arrecadar fundos para disponibilizar as próteses de forma gratuita a quem precisa.
Com informações do G1
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