Brasileiro cria robô que age contra sepse e salva vida em Hospitais

Um analista de sistemas brasileiro é o criador do robô Laura, tecnologia implantada nos hospitais para ajudar a identificar riscos de sepse, doença causada por uma infecção em todo o organismo que pode levar à morte.
O curitibano Jacson Fressato criou o robô depois de sofrer uma experiência trágica com sua filha em 2010.
Laura nasceu prematura e ficou na UTI pré-natal por 18 dias, onde acabou morrendo em decorrência de sepse.
Nesse período em que passou no hospital, ele viu que alguns dos problemas que causavam a doença poderiam ser evitados se fossem detectados antes.
Como funciona
Captando informações dos pacientes a cada 3,8 segundos, o robô consegue determinar o risco de desenvolverem ou não a sepse. Para isso, o robô observa todos os pacientes que estão internados em um hospital — não apenas na UTI — e chega a salvar no mínimo uma pessoa por dia.
“O robô foi treinado para encontrar e prever riscos, aprendendo com os processos para saber qual é o tempo ideal para dar um alerta de que algo está errado”, explica Jacson.
Dessa maneira, a Laura não dispara alertas a todo momento, já que isso faria com que os médicos começassem a ignorar os seus avisos.
Após o alerta, as equipes dos hospitais trabalham imediatamente, oferecendo tratamentos para evitar maiores complicações, que possam evoluir para uma transferência para as UTIs ou, até mesmo, a morte.
O robô já está presente em hospitais como o Nossa Senhora das Graças, em Curitiba, e a Santa Casa da cidade paranaense Londrina.
“Já fizemos o monitoramento de mais de 1,2 milhão de pacientes e conseguimos reduzir a mortalidade, por sepse grave, de 30% para 22%”, diz Cristian.
“Com essa melhora de processos e gestão de risco nos hospitais, também conseguimos reduzir o tempo médio de internação dos pacientes em quase 10%. Além de salvar vidas, a Laura também ajuda o hospital na redução de custos.”
Investimento
Com o robô, Jacson, diz que não pretende buscar culpados pela morte de sua filha e sim ajudar a evitar que outras pessoas acabem desenvolvendo a doença.
“Achar que o investimento virá do governo é balela. A maioria das pessoas se preocupa mais com o lucro do que em ajudar os outros”, afirma o empresário que vendeu os próprios bens, como sua casa e seu carro, para começar o negócio.
Ele encontrou apoio em Cristian Rocha, um especialista em inteligência artificial que estava procurando um projeto que trouxesse benefícios à sociedade.
“Nessas minhas pesquisas, encontrei a Laura e vi uma grande oportunidade de tangibilizar tudo aquilo que acredito que a inovação pode oferecer”, diz Rocha.
Assista o depoimento dele no TED:
Com informações da Galileu
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