Profissionais de saúde recebem apoio psicológico em hospitais: covid

Sim, os profissionais de saúde não são de ferro. Além de aplausos, eles precisam de ajuda psicológica nesse momento de crise. Esses heróis também se cansam, sentem medo e, por vezes, precisam de apoio psicológico pra superar as dificuldades geradas na correria de atendimentos em tempos de pandemia.
Por isso, algumas unidades hospitalares de Brasília começaram a oferecer atendimento psicológico aos servidores, online e presencial.
“Eles são os mais afetados pelo estresse causado no dia a dia pelo combate à Covid-19”, disse o secretário de Saúde, Francisco Araújo.
O secretário elogiou “o trabalho dos médicos, enfermeiros e auxiliares de enfermagem, enfim, a todos esses verdadeiros heróis que estão na linha de frente do atendimento à população num momento tão delicado da saúde pública”.
Psicólogos
No Hospital Regional da Asa Norte (Hran), referência no atendimento de pacientes com coronavírus no Distrito Federal, todos os 26 psicólogos, lotados em ambulatórios de diferentes frentes, se uniram para oferecer esse apoio.
“Iniciamos os atendimentos presencialmente, nos andares, mas em razão da racionalização de EPIs, tivemos de readequar e fazer por teleatendimento, um desafio que estamos conseguindo superar”, conta o referência técnica assistencial de Psicologia do Hran, Iuri Bezerra.
Como
Primeiro eles preenchem um formulário. A partir daí, é feita a triagem e o encaminhamento para um dos profissionais, que faz a escuta por telefone.
“Na primeira ligação, a gente explica o serviço e verifica se ele está à vontade com a questão e inicia a escuta qualificada. A proposta é ouvir o servidor, levando em consideração o contexto da pandemia”, explica Iuri.
Depois de algumas escutas, o psicólogo dá o encaminhamento necessário, que pode incluir indicação de práticas integrativas ou até de atendimento presencial com psiquiatra.
O projeto é desenvolvido em parceria com a Medicina do Trabalho. “Consideramos fundamental manter a saúde mental dos servidores para auxiliar no processo de trabalho, garantindo atendimento ao paciente com qualidade e preservando o servidor que está sendo bastante exigido nesse momento”, diz a coordenadora do Serviço de Psicologia do HRC, Thatiana Gimenes.
Medos
“De modo geral, os servidores estão trazendo questionamentos mais transversais, o isolamento, medo da contaminação, distância dos familiares, receio de ser vetor de contaminação”, enumera o psicólogo. Ele diz que o foco é fazer com que o profissional consiga lidar com os desafios de maneira mais sustentável.
Quem mais procura o serviço de ajuda psicológica são os enfermeiros e técnicos de enfermagem.
O serviço também está disponível no Hospital Regional de Ceilândia, do Gama, de Samambaia e da pediatria do Hospital Materno Infantil.
A psiquiatra Kyola Vale promove reuniões, com pequenos grupos multidisciplinares, respeitando distância e uso de máscaras e álcool em gel. “Realizamos dinâmicas que visam trabalhar a empatia e convocar para a atitude cidadã de valorizar ações que implicam cuidados de todos”, informa.
Os servidores da pediatria do Hospital Materno Infantil também estão recebendo este apoio.
A psiquiatra Kyola Vale explica que as reuniões são para “trabalhar a empatia e convocar para a atitude cidadã de valorizar ações que implicam cuidados de todos”, informa.
Com informações da AgênciaSaúdeDF
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