Astrônomos flagram nascimento de planeta bebê. Vídeo

Foto: ESO
Foto: ESO

Astrônomos da Organização Europeia de Pesquisa Astronômica, ESO, flagraram o momento do nascimento de um planeta na constelação Auriga, ou “Cocheiro”.

Análises feitas com o Very Large Telescope do Observatório Europeu do Sul (VLT), no Chile,  revelam evidências do nascimento do chamado “planeta bebê”.

A descoberta foi publicada nesta quarta, 21, no Astronomy & Astrophysics.

O fenômeno

O fenômeno corresponde à conexão de duas espirais: uma que está girando para dentro da órbita do planeta e outra que está se expandindo para fora.

“[As espirais] permitem que o gás e a poeira do disco se acumulem no planeta em formação e o façam crescer”, explicou Anne Dutrey, coautora do artigo.

“Milhares de exoplanetas já foram identificados até agora, mas pouco se sabe sobre como eles se formam”, disse Anthony Boccaletti, líder do estudo, em comunicado. 

“Precisamos observar sistemas muito jovens para realmente capturar o momento em que os planetas nascem.”

Como

Ao redor de uma jovem estrela do sistema, a AB Aurigae, encontra-se um denso disco de poeira e gás, a 520 anos-luz da Terra.

De acordo com os cientistas, espirais como a observada pela equipe sinalizam a presença de planetas “bebês”, que expulsam o gás presente por ali, criando distúrbios no disco com o formato de uma onda.

“[É] um pouco como o rastro de um barco em um lago”, exemplificou Emmanuel Di Folco, coautor da pesquisa.

À medida que o planeta gira em torno da estrela central, essa onda é moldada em uma espiral. A região amarela brilhante de “torção” perto do centro da nova imagem do AB Aurigae – que fica aproximadamente à mesma distância da estrela que Netuno fica do Sol – é uma dessas áreas de perturbação em que o planeta estaria surgindo.

Assista ao vídeo que mostra a região da constelação de Auriga e amplia o zoom para mostrar o AB Auriga, que flagra o nascimento do planeta bebê que o Very Large Telescope do ESO detectou:

Com informações da Galileu e Syfy