Internautas salvam sorveteria com energia cortada: dono chorou em vídeo

Luís chorando e clientes chegando - Fotos: Instagram e Jornal A Cidade de Votuporanga
Luís chorando e clientes chegando - Fotos: Instagram e Jornal A Cidade de Votuporanga

Mais uma vez a força dos internautas. Agora foi em Votuporanga, no interior de São Paulo. Depois que o dono de uma sorveteria gravou um vídeo chorando, clientes fizeram longas filas na porta da gelateria para ajudá-lo.

Com o isolamento social, o negócio do Luís Augusto Demori, de 42 anos, entrou em crise. Ele não conseguiu pagar as contas de energia elétrica, que mantém os freezers ligados.

Nesta terça, 11, a energia foi cortada e Luís gravou um vídeo emocionado, anunciando nas redes sociais uma promoção, pra não perder o estoque. (assista abaixo)

Ele tocou o coração das pessoas. O post viralizou e clientes surgiram de todos os lados. Resultado: eles compraram 3 mil picolés, o estoque da gelateria.

Luís contou ao G1 que em menos de três horas, vendeu todos os picolés e sorvetes que tinha fabricado, que iriam derreter com os freezers desligados.

Corrente do bem

A atitude das pessoas fez Luiz reforçar a fé na humanidade. Ele agradeceu.

“Eu vendi tudo e não acreditei. Ainda existem pessoas de bom coração. Além dos clientes, o pessoal me ajudou, me deu dinheiro, R$ 100, R$ 200. Ainda existem pessoas boas e dispostas a ajudar, mesmo em uma crise dessa. Eu não tenho palavras para agradecer”, conta.

Luís é pai de três filhos pequenos e, assim como muitos comerciantes, continua batalhando para tentar manter o negócio, que foi aberto em setembro do ano passado, com um dinheiro que a família tinha disponível.

“Tive algumas dificuldades no começo e, quando tudo estava se ajeitando, veio a pandemia. Fiquei três semanas fechado. Chegou na Semana Santa, veio o desespero, e comecei a fazer promoções, mas vendia muito pouco. Para você ter ideia, eu cheguei a vender R$ 1, R$ 34 por dia”, diz.

Mais dinheiro

Apesar de toda a gratidão, o dinheiro que ele recebeu com a venda dos 3 mil picolés, ainda não dá para quitar as dívidas que passam de 17 mil reais.

Luiz fez um parcelamento e agora tem que administrar uma ordem de despejo pelo aluguel atrasado.

Mas, um problema de cada vez. É assim que se resolve tudo na vida.

Assista ao video que mobilizou a população da cidade:

 

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Com informações do G1