“Eu não vendo balas” muda vida de jovem empreendedor

Cassiano, de 27 anos, sonha grande. Ele quer empreender, ser empresário, fazer faculdade de Administração… e os sonhos dele começaram a se tornar realidade com o projeto “Eu não vendo balas”, adoço a vida das pessoas com positividade, como ele diz. (vídeo abaixo)
Junto com as balas, Cassiano leva mensagens positivas, de incentivo. Isso fez as vendas crescerem e ele acaba de conseguir uma bolsa para estudar Administração, algo que parecia distante para o jovem de família simples, que trabalha desde pequeno pra ajudar a manter a casa – que o pai abandonou quando ele tinha apenas 2 anos.
E tudo começou com atitude. Em vez de esperar que a oportunidade chegasse, há três anos, Cassiano de Souza Santos pediu demissão do emprego e se arriscou como autônomo. Ele foi enfrentar sol e chuva pra vender balas num semáforo da Tijuca, no Rio de Janeiro. Serviço que rendia em média R$ 30 por dia.
O que Cassiano não sabia era que essa exposição iria abrir portas pra que ele conhecesse três pessoas incríveis, que iriam mudar a vida dele rumo ao sonho de empreender.
Primeira ajuda
A educação, a determinação e a energia do “Bom dia” alegre do rapaz, durante as vendas, chamaram a atenção de uma motorista que sempre passava pelo local e perguntou qual era o sonho dele.
“Ele respondeu: ‘Eu quero ser empresário'”, contou a empresária Luiza de Mendonça, idealizadora do projeto “Eu não vendo balas”, em entrevista ao SóNotíciaBoa.
Designer e estrategista de marcas, ela percebeu que Cassiano tem futuro, mas precisava ser lapidado para crescer. E decidiu ajudar sem cobrar nada.
Em julho deste ano Luiza usou os serviços a empresa dela, a Atípica Agência e criou o projeto “Eu não vendo balas”, que lançou Cassiano como um vendedor de balas que não vende balas, mas positividade. E começou ensinando o básico a ele.
“Ele não tinha muito controle na questão de custos, estava tendo mais prejuízo do que lucro. Fiz questão de sentar com ele para explicar isso, além de comprar um “caderno de caixa” pra ele grampear todas as notas de mercadoria…”, contou Luiza de Mendonça em entrevista ao SóNotíciaBoa.
Depois veio o treinamento: “Ao invés de ele correr para jogar as balas no retrovisor, fiz uma bandeja e treinei ele para falar com poucos [clientes], mas fidelizá-los.
Em seguida veio a apresentação das balas, que agora são vendidas com frases de positivismo como: “Eu não vendo balas. Vendo poemas que adoçam o seu dia”. “Sempre em frente, rumo ao futuro e com sorriso de orelha a orelha”. “Pequenos gestos mudam o mundo. Você tem mudado o dia das pessoas que passam por você?”
E o vendedor, que antes vivia na correria entre os carros, parou de suar e viu as vendas começarem a crescer, em plena pandemia.
Perguntamos a ele o que mudou depois do treinamento:
“Abordagem 100% focada em encantar pessoas. Eu comecei a fazer uma clientela bem melhor e as pessoas passaram a me tratar melhor do que antigamente. Não é só abordar a pessoa e sim vender sua história para que a pessoa possa ver sua mensagem. Não ser mais um no sinal”, disse Cassiano ao SNB.
“Antigamente ele vendia em média uns 15 pacotes por dia. Agora ele consegue vender uns 30 – 40 pacotes. Antes ele focava mais em amendoim por R$2… hoje, o foco são as jujubas de ótima qualidade – uma é R$3 duas por R$5”, contou Luiza.
Segunda ajuda
Três meses depois, em setembro, Luiza apresentou Cassiano a um dos principais especialistas em vendas e e-commerce do Brasil, Alfredo Soares, autor do livro “Bora Varejo”. O influenciador fez questão de ir até o vendedor de balas e dar um livro como forma de incentivo.
Semanas depois, a dupla viralizou nas redes sociais fazendo uma ativação junto à marca de balas Juquinha, durante um evento.
Cassiano subiu no palco, contou a história dele e empolgou o público.
Terceira ajuda
Comovido, Alfredo Soares entrou em contato com Arapuan Motta Netto, Reitor da UNISUAM e conseguiu uma bolsa de estudos para o rapaz realizar o sonho de cursar Administração.
Cassiano já se inscreveu no curso e agradeceu fazendo uma promessa:
“Serei o melhor da classe. Podem ficar tranquilos, que honrarei a oportunidade que vocês me deram”, concluiu Cassiano.
E o que ele espera para o futuro?
“Eu penso em ter não só um negócio e sim um rede de negócios para que eu possa crescer e expandir na vida, para que o mundo seja impactado com a nossa forma de tratar as pessoas”, concluiu o jovem empreendedor.
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Por Rinaldo de Oliveira, da redação do SóNotíciaBoa

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